Em relatório divulgado nesta terça-feira, 1º, a StoneX estima que, embora a redução dos preços não estimule o plantio de milho em 2023/24, deve ocorrer um avanço marginal na primeira safra.
A consultoria projeta uma elevação de 0,1% no comparativo anual, para 28,63 milhões de toneladas, apesar de uma redução 1,8% na área plantada. Isso deverá ser possível com uma recuperação de produtividades no Sul.
“Na temporada 2022/23, as lavouras gaúchas foram intensamente afetadas pelo La Niña mas, na próxima safra, é esperado que a ocorrência do El Niño beneficie não só as lavouras do estado, mas da Região Sul como um todo”, comentou o analista de inteligência de mercado do grupo, João Pedro Lopes.
Para o balanço 2022/23, a StoneX elevou a previsão de exportação brasileira, em 1 milhão de toneladas, para 51 milhões de toneladas.
Na safra 2023/24, a consultoria espera um aumento da demanda doméstica e das exportações, que atingiriam 84 milhões e 56 milhões de toneladas, respectivamente. O Brasil é atualmente o maior exportador global do cereal.
Considerando a primeira estimativa para a primeira safra 2023/24 e repetindo os números das segunda e terceira safras 2022/23, a produção brasileira na nova temporada ficaria em 139,3 milhões de toneladas, praticamente estável.
Na segunda safra 2022/23, que está sendo colhida, a StoneX elevou a projeção para um recorde de 108,3 milhões de toneladas de milho, versus 105,2 milhões na estimativa do mês anterior.
Roberto Samora e Ana Mano