A segunda safra de milho do Brasil, um dos maiores exportadores globais, foi estimada em 96,1 milhões de toneladas, segundo relatório da consultoria StoneX divulgado nesta segunda-feira, 1º. O volume seria 11,3% inferior à safrinha recorde do ciclo passado, disse a empresa de análises, fazendo um corte mensal de 0,2%.
A revisão foi resultado de reduções na área plantada do Paraná e na produtividade do Mato Grosso do Sul; por outro lado, o relatório publicado pela consultoria apontou ajustes positivos na área plantada de Goiás e Rondônia.
“O clima em abril será determinante para a produtividade do cereal no ciclo de inverno, com previsões sinalizando que o clima pode ficar mais seco em algumas regiões já preocupando”, disse a StoneX.
Em relação à safra de verão, a StoneX manteve sua estimativa em 25,93 milhões de toneladas, destacando que as chuvas mais tardias beneficiaram o cereal.
Considerando uma terceira safra, a colheita total do cereal do Brasil agora é vista em 124,23 milhões de toneladas, versus 124,44 milhões na estimativa do mês passado.
Na temporada anterior, o Brasil teve uma produção recorde total de 139,18 milhões de toneladas, segundo a StoneX.
Para 2023/24, a consultoria manteve as previsões de uso doméstico em 84 milhões de toneladas de milho, enquanto as exportações foram mantidas em 45 milhões de toneladas, com os estoques finais esperados em 12 milhões de toneladas.
Roberto Samora