Se uma tragédia varrer a economia brasileira, com uma nota de crédito que decrete o calote do país, retração econômica e inflação de dois dígitos, câmbio superando os R$ 8 por dólar, ainda assim a São Martinho (SMO) sobreviveria...
É isso que diz a agência de classificação de risco Standard &Poor’s (S&P) ao exercitar uma hipótese catastrófica para a realidade nacional. “Acreditamos que a SMO poderia sobreviver a um cenário de default soberano hipotético por causa de seu fluxo de receitas derivado de exportações, dos seus níveis de liquidez adequados e da sua exposição limitada ao risco cambial”, conclui a agência, considerando algumas limitações da empresa.
No funesto exercício de futurologia, a S&P testa a resiliência do grupo a um “potencial estresse soberano”, considerando como premissas uma queda no PIB brasileiro de 10% em 2016, o que afetaria as vendas de etanol, taxas cambiais duplicadas em 2016 e 2017 para R$ 8,2 e R$ 8,4 por dólar, respectivamente, e um índice de inflação de 13%.
Confira a seguir, na visão da S&P, o que aconteceria com o mercado de açúcar, com os preços do etanol, os juros do mercado e o comportamento das dívidas. E ainda os detalhes das contas e da atuação da São Martinho na avaliação da agência.
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