Descoberta do agente causador da doença, anunciada em setembro, abre caminho para novos estudos e formas de enfrentamento
Embora o cultivo da cana-de-açúcar tenha uma longa história no Brasil e o agente causador da síndrome da murcha da cana não seja uma novidade para os produtores, a doença ainda tem muitos aspectos desconhecidos. Inclusive, a descoberta de que os sintomas são provocados pela presença de fungos colletotrichum foi divulgada apenas em setembro deste ano, durante evento organizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Na ocasião, a patologia recebeu o nome de podridão por colletotrichum.
Questionado sobre o fato de a manifestação da doença ser recente, o consultor da Planiagro Assessoria e Consultoria, Rodrigo Vinchi, arriscou um palpite. “Eu acho que parte da resposta passa pelo ambiente”, afirmou, referindo-se a um modelo clássico dos estudos de fitopatologia, que relaciona o surgimento e a progressão de doenças por meio de mudanças no equilíbrio entre hospedeiro (cana), agente (colletotrichum) e ambiente.
“Parece muito tempo, mas produzir cana em Goiás é algo novo. Nós estamos falando em torno de três ciclos de cana no estado. Do ponto de vista agronômico, é algo recente”, cita e completa: “Mesma coisa com ambiente de palha. Dá a impressão que convivemos com palha há 50 anos. Mas, não, faz pouco mais de 15 anos”.
Conteúdo exclusivo para assinantes
Assine o NovaCana para ter acesso completo a todas as notícias, análises e relatórios do setor.
Assine agoraJá é assinante? Entrar