2ª Geração

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Shell inaugura laboratório de segunda geração de etanol


O Globo - Publicado: 25 Nov 2013 - 10:09 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00
A petrolífera anglo-holandesa Shell investiu R$ 7,9 milhões para a construção de um laboratório para pesquisas de etanol de segunda geração. O laboratório que foi inaugurado nesta segunda-feira (25), foi construído na Unicamp, em Campinas, e os investimentos foram gastos em infraestrutura e equipamentos, Segundo a companhia, a unidade será voltada a estudos de caracterização de biomassa gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

O laboratório foi fruto de convênio entre a Shell e a Unicamp assinado em 2008 e atende a uma exigência da Agência Nacional do Petróleo (ANP) – que demanda que 1% da receita bruta de campos que atinjam um determinado nível de produção seja revertido em projetos de pesquisa e tecnologia. O projeto desse laboratório conta com recursos vindos da receita de Bijupirá, na Bacia de Campos.

Segundo a companhia, a construção do espaço de pesquisa em Campinas representa um orçamento anual de mais de US$ 1 bilhão investidos pela Shell em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Em dezembro, a Shell prevê inaugurar o maior tanque estratigráfico da América Latina, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O Laboratório de biocombustíveis de segunda geração tem 1.300 m² de área construída e será coordenado pela Faculdade de Engenharia Química da Unicamp.

A Shell explica que os biocombustíveis são desenvolvidos a partir de biomassa vegetal, que absorve CO2 da atmosfera durante seu crescimento. 'Por isso são considerados mais sustentáveis, produzindo mais energia sem a necessidade de aumentar as áreas de plantio' e levam o nome de biocombustíveis "de segunda geração" porque são provenientes do bagaço – fração não alimentícia do vegetal.

Ramona Ordoñes