Processo de certificação exigido pela IMO está sendo preparado pelos órgãos responsáveis e demanda pode ultrapassar 35 bilhões de litros por ano
A navegação está prestes a abrir uma janela de oportunidades para as fabricantes brasileiras de etanol e metanol. A avaliação é do comandante Flávio Haruo Mathuiy, que atua como assessor da comissão coordenadora para os assuntos da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). “E eu falo com bastante certeza em relação a esse novo mercado”, completa.
De acordo com Mathuiy, o processo de transição energética do transporte marítimo já está em andamento há muito tempo, pois a IMO estabeleceu medidas que visam uma melhora na eficiência nos navios, tanto em aspectos técnicos quanto operacionais. “A previsão é que a gente consiga melhorar em 40% a eficiência energética dos navios até 2030. É um avanço muito grande”, observa.
O comandante da Marinha ainda explica que a IMO é uma agência especializada da ONU e que suas decisões conseguem “mudar o comportamento do transporte marítimo em um curto espaço de tempo e em uma escala global”. Isso é possível, segundo ele, porque as determinações da IMO não recaem sobre os países – como acontece com outras agências, demandando internalizações pelos Estados-membros –, mas diretamente sobre os navios.
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