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Seis usinas prepararam captação conjunta de R$ 100 milhões com recebíveis do agronegócio

dinheiro 301014Pool de usinas viabiliza a operação para empresas menores e permite a diluição dos riscos e custos da emissão

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Depois da Raízen concluir a maior emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) já realizada, de R$ 675 milhões, é a vez de seis sucroalcooleiras se unirem para realizar uma oferta conjunta. O “pool” de usinas pretende obter R$ 100 milhões com a emissão de recebíveis que será lastreada em Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

Os títulos do agronegócio são uma forma alternativa de capitalização para as companhias. A associação de um pool de usinas viabiliza a operação para empresas menores e permite a diluição dos riscos e custos da emissão.

Depois da Raízen concluir a maior emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) já realizada, de R$ 675 milhões, é a vez de seis sucroalcooleiras se unirem para realizar uma oferta conjunta. O “pool” de usinas pretende obter R$ 100 milhões com a emissão de recebíveis que será lastreada em Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA). A oferta está em análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ainda não foi anunciada ao mercado.

Os títulos do agronegócio são uma forma alternativa de capitalização para as companhias. A associação de um pool de usinas viabiliza a operação para empresas menores e permite a diluição dos riscos e custos da emissão.

Uma minuta inicial da oferta proposta foi arquivada pela autarquia em 4 de setembro e indica como participantes a Abengoa Bioenergia Agroindustrial, Alcoeste Destilaria Fernandópolis, a unidade Paulicéia da Usina Caeté, Usina Rio Pardo, Usina Ester e Antonio Ruette Agroindustrial.

A Copersucar deverá atuar indiretamente na operação – com usinas celebrando contratos de fornecimento de etanol com a comercializadora – e a emissão será realizada pela securitizadora Gaia Agro. Coordenam a oferta e distribuição dos papeis o BB Banco de Investimento (líder) e o Banco Fator.

Se conseguir integralizar os cem milhões a serem ofertados, as companhias Abengoa, Ruette e Ester devem responder por R$ 18 milhões cada uma, a Alcoeste ficará com R$ 15,4 milhões e as usinas Rio Pardo e Caeté - Paulicéia, cada uma, com R$ 15,3 milhões.

As empresas envolvidas na operação tem até o dia 4 de novembro para responder às exigências da CVM.

A estrutura da operação

Para a operação cada empresa devedora firmará um contrato de fornecimento de etanol com a Copersucar e deve emitir também CDCA em favor da securitizadora, cedendo, em garantia fiduciária, os respectivos direitos sobre o contrato de fornecimento.

No documento apresentado à CMV, que está sujeito a alterações e complementações, é apresentado o seguinte fluxograma com a estrutura da operação pretendida.

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A proposta é que os títulos sejam liquidados dentro de três anos, em 2017, em mês a ser definido. As usinas pagarão aos investidores remuneração equivalente à 100% da Taxa DI, acrescida de um spread de 3% ao ano.

Mais de R$ 1 bi para o setor

O volume de emissões de recebíveis do agronegócio em 2014 é recorde e já soma aproximadamente R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 935,5 milhões somente para o setor sucroenergético – sem incluir a emissão que está em análise da CVM.

Com isso, a Gaia Agro, que já emitiu os CRAs da Raízen, Vale do Tijuco Açúcar e Álcool (CMAA), Jalles Machado e Nardini, deve encerrar o ano tendo viabilizado mais de R$ 1 bilhão de crédito para as empresas de açúcar e etanol.

Procurada pelo portal NovaCana, a securitizadora não comentou a operação porque está em período de silêncio conforme determinação da CVM, assim como as sucroalcooleiras envolvidas na oferta.

Amanda SchArr – NovaCana

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