Milho

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Seca e temperaturas acima da média afetam milho safrinha, aponta EarthDaily Agro

Centro-Sul do país registrou temperaturas entre 3°C e 7°C graus acima da normalidade nos últimos dois meses


EarthDaily Agro - Publicado: 21 Jun 2024 - 11:16

A EarthDaily Agro constatou que a falta de chuvas persistiu em quase todo o país nos últimos dois meses, ocasionando forte déficit hídrico, com o índice de vegetação (NDVI) apresentando evolução ruim desde o fim de abril.

Na análise obtida por meio do sensoriamento remoto realizado com imagens de satélite, a exceção é o Rio Grande do Sul, onde a precipitação acumulada desde o fim de abril atingiu 556,3 milímetros, cerca de 115% acima da média.

Apesar da proximidade com o inverno, as temperaturas não diminuíram conforme o padrão histórico, aponta a companhia. Nos últimos dez dias, elas estiveram de 3°C a 7°C acima da normalidade no Centro-Sul, diminuindo a possibilidade de geadas no fim do ciclo do milho safrinha, principalmente no Paraná.

“No oeste do Paraná, as temperaturas foram recordes em comparação aos últimos 20 anos. Esse calor diminui os riscos de geadas, mas aumenta a evapotranspiração, reduzindo a umidade do solo, um fator que pode afetar o fim do ciclo do milho safrinha e o início da safra de trigo”, explica o analista Felippe Reis, da EarthDaily Agro.

Ainda segundo a análise da empresa, a umidade do solo está baixa em importantes regiões produtoras de trigo, como Paraná e São Paulo. No Rio Grande do Sul, a alta umidade devido às fortes chuvas impede operações de campo e pode afetar a área destinada ao cereal.

Além disso, a EarthDaily Agro não tem previsão de retorno das chuvas para a maior parte do país, com exceção do Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, onde precipitações acima da média ainda são esperadas.

Os dados da companhia apontam que o início de inverno deve começar quente, com temperaturas acima da média em quase todo o país, diminuindo o risco de geadas no sudeste do Mato Grosso do Sul. Já a umidade do solo deve continuar baixa em importantes regiões produtoras de trigo, como Paraná e São Paulo, atingindo 50% abaixo da média em algumas localidades.

“Ainda há tempo para recuperação, mas isso depende de mais chuvas, não previstas para os próximos dias”, conclui a EarthDaily Agro.