O governador João Doria assinou nesta terça-feira, 20, um decreto em que o estado de São Paulo assume o compromisso de zerar a emissão de gases do efeito estufa até 2050, aderindo a campanhas da Organização das Nações Unidas (ONU).
O objetivo das campanhas "Race to Zero" e "Race to Resilience" é mitigar os efeitos das mudanças climáticas por meio de um esforço conjunto entre líderes de governos, empresas, cientistas e a sociedade civil.
No Palácio dos Bandeirantes, o secretariado, ambientalistas e organizações internacionais prestigiaram o anúncio. Doria participou virtualmente do evento de assinatura do decreto, pois testou positivo para a Covid-19 pela segunda vez e trabalha de casa.
Entre os compromissos assumidos, o governador citou cinco principais:
No mês passado, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também anunciou a criação de um plano de ação climática para que a cidade zere a emissão de gás carbônico até 2050.
Há uma semana, a União Europeia (UE) revelou um abrangente plano para combater as mudanças climáticas e iniciar um processo de “descarbonização” da sua economia. Entre as medidas apresentadas para o bloco de 27 países da Europa estão a criação de uma taxa sobre as emissões de carbono em produtos importados e um maior incentivo a fontes renováveis.
De acordo com o governo do estado, o primeiro passo é a elaboração de metas e soluções. A expectativa é a de que o Plano de Ação Climática Net Zero 2050, que coloca rumos para a recuperação verde da economia, seja publicado em até 12 meses.
Já o relatório de ações prioritárias para a trajetória de descarbonização de São Paulo está em andamento por meio de uma parceria entre a Secretaria de Insfraestrutura e Meio Ambiente (Sima) e a Coalizão Under 2, comunidade global de governos comprometidos com ações climáticas alinhadas com o Acordo de Paris.
Além disso, um documento chamado Diretrizes e Ações Estratégicas também estará disponível na internet a partir desta quarta-feira, 21, para sugestões da sociedade até 31 de setembro.
O decreto ainda determina que o estado elabore uma análise de riscos e vulnerabilidade climática, que será detalhada em um plano de adaptação climática, com previsão de entrega em 18 meses.
Por fim, também está em curso o projeto Municípios Resilientes, com base nos geodados do estado em parceria com a agência de cooperação alemã Giz.