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São Martinho vai injetar R$ 118,3 milhões no negócio através de aumento de capital

SaoMartinho logo 200215A medida vem logo após a companhia apresentar um salto de 112% em seu lucro líquido, que na safra 2014/15 passou de R$ 135 milhões para R$ 286 milhões

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O grupo São Martinho, um mais saudáveis do setor sucroenergéticos, vai aportar R$ 118,3 milhões no negócio, através de um aumento do capital social. A medida vem logo após a companhia apresentar um salto de 112% em seu lucro líquido, que na safra 2014/15 passou de R$ 135 milhões para R$ 286 milhões.

Contata pelo NovaCana, a companhia informou...

O grupo São Martinho, um mais saudáveis do setor sucroenergéticos, vai aportar R$ 118,3 milhões no negócio, através de um aumento do capital social. A medida vem logo após a companhia apresentar um salto de 112% em seu lucro líquido, que na safra 2014/15 passou de R$ 135 milhões para R$ 286 milhões. 

Contatada pela reportagem, a companhia se limitou a informar que o aumento de capital será feito sem a emissão de novas ações e representa a incorporação de reservas para investimentos realizados na safra anterior.

A operação será definida em assembleia de acionistas no próximo dia 31, conforme edital de convocação publicado nesta quinta-feira (14). Na ocasião também serão votados pelos sócios as demonstrações financeiras e contábeis do exercício finalizado em março, a destinação do lucro líquido e a instalação e eleição dos membros do conselhos fiscal.

Nesta safra, a São Martinho planeja moer 19,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa uma taxa de ocupação de 97% da capacidade industrial instalada. A produção de açúcar deverá ser priorizada, respondendo por 52% da matéria-prima processada, enquanto o etanol ficará com 48%.

Fim de parceria

No início do mês, a companhia anunciou a desistência da joint venture com a empresa norte-americana de biotecnologia Amyris, que atua no Brasil com a fabricação de farneseno e diesel de cana. A parceria entre as empresas previa a construção de uma fábrica de químicos renováveis que nunca saiu no papel.

Outra parceria da São Martinho, desta vez com a subsidiária de etanol de biodiesel da Petrobras, estaria ameaçada. Rumores de mercado dão conta de que a Petrobras Biocombustível (PBio), sócia da companhia na Usina Boa Vista através da joint venture Nova Fronteira, quer se desfazer de todos os investimentos no setor sucroenergético. Segundo fontes ouvidas pelo NovaCana, a medida estaria contemplada no plano de desinvestimento da estatal.

A situação crítica da Petrobras e sua necessidade em sair dos investimentos pode render oportunidades de negociação favoráveis às parceiras.

A Nova Fronteira foi a única entre as seis investidas da PBio que ofereceu lucro em 2014.

Amanda SchArr – NovaCana

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