Em reunião realizada na manhã de ontem (11), a São Martinho aprovou a contratação de um financiamento junto ao BNDES no valor de até R$ 135 milhões pelo prazo de 12 anos
Em reunião realizada na manhã de ontem (11), a São Martinho aprovou a contratação de um financiamento junto ao BNDES no valor de até R$ 135 milhões pelo prazo de 12 anos.
Além desse, a São Martinho também concedeu as garantias necessárias para um segundo empréstimo junto ao BNDES. Esse contrato, em nome da Usina Boa Vista, terá o valor de R$ 35 milhões.
Somando os dois financiamentos, a companhia irá levantar até R$ 170 milhões. A ata da reunião, contudo, não especifica as formas de pagamento.
Leia mais:
- Outros levantamentos de recursos realizados pela São Martinho em 2017
- Posicionamento das dívidas de curto e longo prazo da companhia
- Encerramento da safra 2017/18 e resultados da São Martinho no período
Atualização (13/12, às 07h): O texto abaixo foi alterado para incluir declaração dada pelo diretor financeiro da companhia, Felipe Vicchiato, a respeito da destinação dos recursos.
Em reunião realizada na manhã de ontem (11), a São Martinho aprovou a contratação de um financiamento junto ao BNDES no valor de até R$ 135 milhões pelo prazo de 12 anos. Segundo ata publicada no Diário Oficial de São Paulo, a diretoria está autorizada a praticar todos os atos necessários para a obtenção do financiamento, inclusive dar móveis e imóveis como garantia.
De acordo com o jornal Valor Econômico, o diretor financeiro da companhia, Felipe Vicchiato, afirmou que o empréstimo é referente principalmente a desembolsos já realizados pela São Martinho no projeto de ampliação de moagem da Usina Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP).
A expansão começou a ser realizada no ano passado, quando foi orçada em R$ 44 milhões. Com o aporte, a unidade passou a ter uma capacidade de moagem de cana de 5,6 milhões de toneladas, ante 5,2 milhões de toneladas anteriormente. O investimento também aumentou o potencial açucareiro do mix de produção.
Além disso, a São Martinho também concedeu as garantias necessárias para um segundo empréstimo junto ao BNDES. Esse contrato, em nome da Usina Boa Vista, terá o valor de R$ 35 milhões.
Somando os dois financiamentos, a companhia irá levantar até R$ 170 milhões. A ata da reunião, contudo, não especifica as formas de pagamento.
Levantamento de recursos
Esse não é o primeiro levantamento de recursos realizado pela São Martinho em 2017. Em fevereiro, a empresa anunciou a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 400 milhões. De acordo com o anúncio realizado na ocasião, os recursos obtidos seriam usados no programa de exportação de açúcar e etanol.
Além disso, em junho, a Corporação Financeira Internacional (IFC), instituição integrante do Grupo Banco Mundial, anunciou a concessão de um financiamento de longo prazo de 90 milhões de dólares para o grupo.
Segundo divulgado na ocasião, o dinheiro seria aplicado no programa de investimentos da companhia, que atua para melhorar e manter a eficiência agrícola e industrial da empresa, além de gerir as necessidades de capital de giro. O pacote era formado por um empréstimo de 60 milhões de dólares, por oito anos, com recursos próprios da IFC, e um empréstimo 30 milhões de dólares, por cinco anos, concedido pelo ABN-Amro.
Reflexo nas dívidas
Em 31 de março de 2017, data do fechamento do último balanço anual da companhia, os empréstimos e financiamentos da São Martinho com vencimento em até 12 meses somavam 1,50 bilhão de reais (resultado consolidado). Por sua vez, em 30 de setembro, segundo a empresa, esse montante viu uma redução de 29% e passou a ser de 1,07 bilhão.
Já as dívidas com vencimento superior a 12 meses aumentaram. Elas passaram de R$ 2,22 bilhões em 31 de março para R$ 3,09 bilhões em 30 de setembro – um crescimento de 39%.
Safra 2017/18
Recentemente, a São Martinho anunciou que iria encerrar a moagem da safra 2017/18. Segundo a companhia, a moagem no período foi de 22,21 milhões de toneladas de cana-de-açúcar – um crescimento de 15,2% em relação às 19,28 milhões vistas em 2016/17. Também foram produzidos 1,4 milhão de toneladas de açúcar e 953 milhões de litros de etanol.
Desse total, a Usina Boa Vista – que fazia parte da Nova Fronteira Bioenergia, joint-venture com a Petrobras encerrada em 2016 –, produziu 439 milhões de litros de etanol.
NovaCana