Grupo São Martinho está entre as 100 ações mais negociadas na bolsa
Proprietário de quatro usinas e com capacidade de moagem de 21,7 milhões de toneladas, o Grupo São Martinho passou a integrar, no início da semana, o Índice Brasil 100 (IBrX-100 ou IBX) da BM&FBovespa. A notícia confirma a boa fase vivida pelo grupo, que segue na contramão do mercado em termos de lucratividade. Recentemente a companhia anunciou salto de 112% no seu lucro líquido e uma injeção de capital de R$ 118,3 milhões.
Proprietário de quatro usinas e com capacidade de moagem de 21,7 milhões de toneladas, o Grupo São Martinho passou a integrar, no início da semana, o Índice Brasil 100 (IBrX-100 ou IBX) da BM&FBovespa. A notícia confirma a boa fase vivida pelo grupo, que segue na contramão do mercado em termos de lucratividade. Recentemente a companhia anunciou salto de 112% no seu lucro líquido e uma injeção de capital de R$ 118,3 milhões.
No acumulado dos últimos 12 meses, as ações do grupo apresentaram queda de 23,18%, o que não impediu que as ações da sucroalcooleira ficassem entre as mais negociadas do mercado. A última cotação indicava venda dos títulos por R$ 35,20.
Apesar da queda no valor das ações, a São Martinho é a empresa mais bem cotada e com menor desvalorização entre as quatro do setor listadas na Bovespa. O maior e menor preços no mesmo período foram de R$ 44,19 e R$ 28,72.
O IBX é composto pelas cem ações mais negociadas na Bovespa, em termos de números de negócios e volume financeiro. Atualmente, São Martinho (SMTO3, na bolsa) é a única empresa do setor sucroalcooleiro a integrar a lista. No entanto, também está no ranking a Cosan (CSAN3), que embora diretamente não atue com cana, é proprietária da Raízen, o maior grupo do ramo no país. As ações da Cosan apresentaram queda de 48,42% no período.
Fora das cem ações mais negociadas, outras sucroalcooleiras também estão listadas na bolsa. Possuem títulos em negociação a Biosev e a Tereos (controladora da Guarani), empresas que apresentaram variação negativa nos últimos 12 meses, de 50% e 84,4%, respectivamente. Raízen, embora listada na bolsa, atualmente, não tem ativos em negociação.
Sobre o IBrX-100
Para fazerem parte da carteira IBX, as empresas precisam atender simultaneamente aos seguintes critérios: estarem entre as 100 melhores classificadas quanto ao seu índice de negociabilidade, apurados nos doze meses anteriores à reavaliação; e terem sido negociadas em pelo menos 70% dos pregões ocorridos nos dozes meses anteriores à formação da carteira. As companhias que estiverem sob regime de recuperação judicial, processo falimentar, situação especial, ou ainda que estiverem sujeitas a prolongado período de suspensão de negociação, não podem integrar o IBrX-100.
O índice avalia o retorno de uma carteira teoricamente composta pelas 100 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Essas ações são ponderadas na carteira do índice pelo seu respectivo número de ações à negociação no mercado. Confira aqui mais informações sobre o índice, como a composição completa da carteira, metodologia e histórico de estatísticas.
Jorge Mariano – NovaCana