A produção de milho safrinha deve alcançar o recorde de 92,2 milhões de toneladas em 2022/23, estimou nesta sexta-feira, 31, a consultoria Safras & Mercado, com uma elevação ante os 87,7 milhões apontados na expectativa anterior, de janeiro, devido principalmente a um incremento na área de plantio em Mato Grosso.
A nova estimativa indicou que a área da segunda safra, que responde pela maior parte do milho produzido no país, deverá crescer 4,11% e ocupar 15,412 milhões de hectares, superando em pouco mais de 450 mil hectares a projeção anterior.
Segundo o consultor Paulo Molinari, chama a atenção o incremento de 8,1% na área destinada à safrinha em Mato Grosso, maior produtor nacional, que deverá cultivar 7,046 milhões de hectares com o cereal. Na estimativa anterior, a projeção para o estado era de 6,65 milhões de hectares.
Segundo a consultoria, a avaliação considera ainda condições climáticas normais e mesmo um atraso na semeadura da segunda safra do cereal causado pela postergação da colheita da soja.
Molinari minimizou anteriormente os atrasos. De acordo com o consultor, eles precisam ser monitorados, mas por ora não impactam a produção considerando o cenário climático.
Se confirmado, o volume de milho segunda safra ainda deve superar em cerca de 8 milhões de toneladas o total de 84,4 milhões colhido na temporada anterior.
Com as mudanças na segunda safra, a área total de milho do Brasil deverá ocupar 22,085 milhões de hectares em 2022/23, contra os 21,601 milhões de hectares indicados na estimativa anterior, com avanço de 1,8% frente a 2021/22.
Neste cenário, Molinari ressalta que a produção nacional de milho tem potencial para atingir a marca histórica de 130,289 milhões de toneladas na temporada 2022/23.
“O volume será maior que as 125,344 milhões de toneladas apontadas no levantamento anterior e que as 120,23 milhões de toneladas colhidas na temporada 2021/22”, conclui.
A consultoria ainda elevou a previsão de produção de milho verão 2022/23 do Centro-Sul para 24,057 milhões de toneladas, ante 23,719 milhões de toneladas no levantamento anterior.
Nayara Figueiredo e Roberto Samora