A primeira estimativa feita pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar-AL) para a safra 2021/22, feita a partir do levantamento com técnicos que atuam nas unidades industriais e com fornecedores de cana, foi divulgada nessa terça-feira, 10. De acordo com o levantamento, a produção será de 18,8 milhões de toneladas. Deste total, cerca de 6,7 milhões devem ser produzidas por fornecedores independentes.
O crescimento estimado ante a safra anterior, quando foram processadas 17,03 milhões de toneladas, é de 10,9%.
A confirmação da estimativa depende do comportamento do clima durante a safra, principalmente nos meses mais quentes (de setembro a janeiro). Mas, com perspectivas positivas em relação ao clima, o Sindaçúcar-AL acredita que deverá revisar sua previsão para cima.
Aliás, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira está otimista não só com a produção agrícola, mas também com o mercado. Os preços do açúcar e do etanol se mantém com tendência de alta.
O setor da cana-de-açúcar de Alagoas viveu o momento de sua menor produção na história na safra de 2017/18. A moagem foi de apenas 13,7 milhões de toneladas de cana – praticamente metade da média histórica alagoana –, de 25 a 26 milhões de toneladas por ciclo.
A crise resultou em sequelas. Até a safra 2014/15, quando esmagou 23,1 milhões de toneladas de cana, o estado tinha 21 usinas em operação. Hoje, apenas 15 devem operar no próximo ciclo que vai começar na próxima semana.
Mas o setor entrou em ciclo de recuperação nos últimos quatro anos, conseguindo resultados após a crise. As empresas do setor que sobreviveram podem se beneficiar de uma política de equalização fiscal implantada pelo governo de Alagoas em 2018 – que nivelou os tributos com outros estados produtores do Nordeste e deu maior competitividade à indústria local.
Além disso, o setor vive um bom momento de preços internacionais devido à desvalorização do real ante o dólar, que favoreceu as exportações de açúcar e aumentou a demanda por etanol produzido localmente.
Assim, Alagoas vem tentando retomar sua produção no setor. Depois da crise que derrubou a produção, em 2017/18, a moagem foi a 16,5 milhões de toneladas em 2018/19; depois, 16,9 milhões em 2019/20; e chegou a 17,03 milhões em 2020/21.