Os ratings da Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra, que estavam em observação negativa desde março, foram rebaixados pela agência de classificação de risco da Standards & Poor’s (S&P). Segundo a análise, a empresa está exposta aos riscos de refinanciamento de sua dívida de curto prazo que, em dezembro de 2014, alcançava R$ 334,5 milhões. A expectativa também é de fluxo de caixa operacional livre negativo, mediante disponibilidade de crédito mais escassa e mais cara para o setor no Brasil.
“O rebaixamento reflete a deterioração na posição de liquidez da Caeté e o aumento nos riscos de refinanciamento em função da significativa concentração de dívida de curto prazo da empresa diante dos preços do açúcar persistentemente baixos e da redução do crédito por parte dos bancos para o setor brasileiro de cana-de-açúcar”, explica a S&P.
A Caeté possui quatro usinas, três em Alagoas e uma em São Paulo, e estava na listagem CreditWatch (observação) com implicações negativas ante descumprir uma cláusula contratual restritiva, covenant, para o indicador dívida líquida/Ebtida.
A seguir a análise da S&P sobre os indicadores de crédito da companhia e valores estimados para:
- o défict de caixa para safra 2015/16
- a necessidade de refinanciamento de dívida
- posição de caixa
- estoques prontos para a venda
- principais fontes de liquidez
- principais usos de liquidez
- moagem e receita estimadas para 2015 e 2016
- capex
- margem Ebitda
- geração interna de caixa sobre dívida
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