Segundo a agência de classificação de risco, a usina faz parte de um grupo de empresas expostas a “um risco financeiro classificado de significante a agressivo”
Nesta semana a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra, teve a perspectiva de um cenário de default (calote) reafirmada pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings, em razão da companhia não pagar suas obrigações.
Os detalhes e as perspectivas da empresa na última avaliação da S&P a seguir.
Correção 19/08/2016 - 17h03m: Ao contrário do informado originalmente, a usina Caeté não solicitou a retirada do rating após a reafirmação do rating nesta semana, mas antes, em fevereiro. O cancelamento do serviço de rating global foi realizado no âmbito de uma série de medidas adotadas pela Usina Caeté no início do ano de 2016 “objetivando a redução de seus custos e a otimização de seus resultados”, informou a empresa.
Nesta semana a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra, teve a perspectiva de um cenário de default (calote) reafirmada pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings. No início de agosto, a agênciaindicou cenário de default (calote), após companhia não pagar suas obrigações.
Classificada pela agência como parte de um grupo de empresas expostas a “um risco financeiro classificado de significante a agressivo” na atual temporada, a sucroalcooleira foi rebaixada, no início do mês, de CCC para D na escala global e de brCCC para D na Escala Nacional Brasil. Ao mesmo tempo, os ratings das dívidas secured (com garantias) da empresa também declinaram de CCC para D.
Quando rebaixada no início do mês, a S&P afirmou que um devedor avaliado em D é considerado em cenário de default (calote), salvo se a agência acreditar que esses pagamentos serão realizados dentro de um período de carência determinado. A agência de risco frisou à época não esperar que a empresa realizasse os pagamentos nesse período de carência e, em vez disso, faria reestruturação de dívida.
O fato ficou confirmado no documento divulgado pela agência de classificação de riscos. Segundo o texto, a empresa estava realizando negociações com os detentores de suas dívidas para chegar a um acordo de reestruturação.
Além das avaliações terem sido reafirmadas no início da semana, foi mantido também o rating de recuperação em nível 2. Nesse nível, a avaliação indica que a empresa ainda pode sobreviver, pois representa uma expectativa substancial de recuperação (entre 70%-90%) em caso de default.
Correção 19/08/2016 - 17h03m: Ao contrário do informado originalmente, a usina Caeté não solicitou a retirada do rating após a reafirmação do rating nesta semana, mas antes, em fevereiro. O cancelamento do serviço de rating global foi realizado no âmbito de uma série de medidas adotadas pela Usina Caeté no início do ano de 2016 “objetivando a redução de seus custos e a otimização de seus resultados”, informou a empresa.
A Usina Caeté não faz mais parte do rating global, mas o serviço de monitoramento do rating nacional continua sendo prestado normalmente.
Marina Gallucci – NovaCana