A transportadora logística Rumo teve lucro líquido de R$ 71 milhões no primeiro trimestre, revertendo resultado negativo de R$ 68 milhões sofrido um ano antes, apesar de queda no volume transportado no período, segundo balanço publicado nesta quinta-feira, 4.
A companhia, maior operadora ferroviária do país, apurou um crescimento de 17,8% na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a R$ 1,18 bilhão.
Analistas, em média, esperavam lucro líquido de cerca de R$ 66 milhões e Ebitda de R$ 1,17 bilhão, segundo dados da Refinitiv.
O resultado foi impulsionado por aumento de tarifas, com o volume transportado caindo 10,9%, mas a receita operacional líquida avançando 8,1%, a R$ 2,38 bilhões, de acordo com o balanço.
A Rumo afirmou que a queda no volume transportado ocorreu diante de eventos “atípicos” que incluíram aumento de ataques a composições na região da Baixada Santista, atraso na colheita de soja ocorrido pelas fortes chuvas no início do ano e problemas com interdição de via por uma semana no interior de São Paulo, também causados pelas chuvas.
A empresa citou dados que apontam para uma perspectiva de crescimento de exportações de grãos nos próximos trimestres.
“Os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná devem apresentar crescimento de 59% na produção (de soja), já a exportação deverá mais do que dobrar, com aproximadamente 10 milhões de toneladas adicionais”, afirmou a Rumo no balanço.
Enquanto isso, em Mato Grosso e Goiás, onde a colheita de soja já foi concluída, “a produção foi de 45 e 18 milhões de toneladas, das quais estima-se que 28 e 10 milhões de toneladas serão exportadas”.
Já em relação ao milho, a Rumo afirmou que a safra 2022/23 também deve ser recorde, atingindo 126 milhões de toneladas, com exportações de cerca de 49 milhões de toneladas, um crescimento de 7% e 10% em relação à safra anterior.
Alberto Alerigi Jr.