Política

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Ricardo Gomide vai deixar o Ministério de Minas e Energia


NovaCana - Publicado: 27 Jun 2019 - 07:30 | Atualizado: 27 Jun 2019 - 08:15

* Por Miguel Angelo Vedana*

Algumas notícias têm peso óbvio. Por exemplo, manchetes como “Brasil adota B20" ou “ANP acaba com os leilões de biodiesel” seriam imediatamente vistas como uma mudança de paradigma para o setor de biodiesel. A importância de algumas outras notícias, no entanto, não são tão evidentes assim. É o caso da atual da saída de Ricardo Borges Gomide do cargo de coordenador-geral do Departamento de Biodiesel e Outros Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME).

Gomide é uma das pouquíssimas pessoas dentro do governo que vem trabalhando com biodiesel desde os primórdios do programa em 2004. E não é um trabalho qualquer. Ele foi um dos responsáveis diretos por dar ao setor seus moldes atuais.

A formatação dos leilões de biodiesel de biodiesel, por exemplo, teve seu envolvimento direto. Ele vem acompanhando o desenvolvimento dos certames desde os tempos dos leilões presenciais, incluindo a passagem para o ComprasNet, a introdução do FAL, a unificação dos leilões e releilões num processo único. Parte dos méritos – e da culpa – de tudo isso é dele. Ele também é um dos responsáveis pela criação do Renovabio.

Assim como não se espera que um monumento seja retirado de uma praça, não esperava sua saída do ministério.

Contudo, na tarde desta quarta-feira (26), Gomide enviou uma mensagem as associações de biodiesel comunicando sua saída do MME. Segundo a mensagem, ele vai por vontade própria trabalhar na Câmara dos Deputados como assessor técnico da liderança do Partido Novo na área de Minas e Energia. Ele deve ficar no atual cargo por cerca de duas semanas e ainda não se sabe quem irá ocupar sua posição.

Dizem que ninguém é insubstituível, é preciso reconhecer a dificuldade em compensar mais de uma década de história e dedicação ao setor. Qualquer que seja a pessoa que venha ocupar a função de coordenador-geral do Departamento de Biodiesel e Outros Biocombustíveis terá que se esforçar muito para atingir o mesmo grau conhecimento do mercado.

* Miguel Angelo Vedana é diretor superintendente do novaCana

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