
Ricardo de Gusmão Dornelles foi exonerado na manhã de hoje (03).
Um dos principais interlocutores entre o governo federal e o setor sucroenergético não está mais ocupando seu cargo. Ricardo de Gusmão Dornelles foi exonerado na manhã de hoje (03). O documento que torna oficial sua saída foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira.
Engenheiro eletricista formado em 1980 pela Universidade de Brasília, ele ocupava o posto de diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis na Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis há 11 anos. Dornelles trabalha com etanol desde meados da década de 80, passando por órgãos como DNC (Departamento Nacional de Combustíveis) e ANP (Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis) vindo a ocupar diversos outros postos na estrutura do MME onde estava há quase 20 anos.
Ele esteve a frente do departamento durante o boom de investimentos em usinas de etanol no governo Lula. Mas foi durante o governo Dilma Roussef que seu nome passou a provocar emoções fortes dentro do setor sucroenergético.
O novo diretor que ocupará o cargo não foi indicado.
"É chegada a hora de encerrar meu ciclo de atividades no Ministério de Minas e Energia, depois de pouco mais de 20 anos atuando como Servidor Público, tarefa da qual sempre me orgulhei e exerci com imenso prazer e dedicação", afirmou Dornelles.
Cerca de 45 dias atrás, o ministro Fernando Coelho Filho já havia nomeado um novo secretário para o Departamento de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Márcio Félix. Ele ocupa o posto que antes pertencia à Marco Antonio de Almeida Martins.
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