A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou na terça-feira, 3, uma audiência pública sobre a revisão das regras de especificação e controle da qualidade do biometano, atualmente estabelecidas pelas Resoluções ANP nº 886/2022 e nº 906/2022.
A proposta da autarquia é unificar as duas normas em um novo ato normativo, com o objetivo de aprimorar a regulação diante da ampliação do mercado e do novo marco legal de incentivo ao biometano, a Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024).
Segundo a ANP, a sugestão de unificação é decorrente dos resultados de Análise de Impacto Regulatório (AIR) realizada pela própria agência e visa simplificar procedimentos e contribuir para o fortalecimento do mercado de biometano e sua maior inserção na matriz energética nacional.
A diretora da ANP Symone Araújo fez a abertura da audiência e destacou a importância do tema para o desenvolvimento do mercado de biocombustíveis no Brasil: “Podemos dizer que o biometano deixou de ser uma promessa de uma nova fonte de energia e passou a integrar de forma concreta esta agenda de desenvolvimento em tempos de Lei do Combustível do Futuro”.
Segundo ela, esse cenário eleva também o nível de responsabilidade de todos os agentes envolvidos: reguladores, produtores, transportadores, distribuidoras e consumidores.
“Nosso compromisso, é claro: promover um ambiente regulatório que viabilize a expansão do biometano na matriz energética nacional, uma expansão contínua, com responsabilidade técnica, proteção ao consumidor e integridade ambiental”, afirmou.
Entre as principais alterações propostas de revisão, a ANP destaca:
Segundo a agência, o tema passou por consulta pública, por período de 45 dias, e recebeu 145 contribuições de 14 agentes econômicos.
“As sugestões recebidas na consulta e na audiência serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da diretoria colegiada da agência, antes de sua publicação”, explica a autarquia, em nota.