Os preços do milho voltaram a cair em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Segundo pesquisadores do centro, as quedas estiveram atreladas à retração de consumidores, atentos aos fundamentos internos e externos, principalmente de oferta elevada. No Brasil, a colheita da segunda safra caminha para a reta final, enquanto nos Estados Unidos a proximidade dos trabalhos de campo pressiona os contratos na Bolsa de Chicago.
Os pesquisadores do Cepea lembram, ainda, que a baixa dos futuros e a desvalorização do dólar na última semana também reduziram a paridade de exportação, limitando os negócios nos portos.
Do lado dos vendedores, pesquisadores do Cepea explicam que parte já se mostrou mais flexível nas negociações, sobretudo a partir de quinta-feira, 8, seja para liberar os armazéns ou para fazer caixa para a quitação das dívidas do final do mês. Outros, no entanto, apostam em recuperação de parte das quedas de preços registradas neste ano, após a finalização da colheita brasileira.
Em 9 de agosto, o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 58,86 por saca de 60 quilos, queda de 0,8% ante o encerramento da semana anterior (R$ 59,34 por saca).
Com informações adicionais NovaCana