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Resumo da exportações de açúcar em março: portos de embarque e principais compradores

acucar-biosevPaíses africanos são destaque no mês

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O portal NovaCana resumiu os dados de exportação de açúcar do Brasil em março em comparação aos anos anteriores. 11 gráficos detalham alguns aspectos da exportação e

- Evolução dos embarques nos portos nos últimos meses em compaação aos anos anteriores

- Gráficos detalham os principais países compradores de açúcar do Brasil

- Tabela com o ranking dos 10 maiores importadores da commoditie brasileira

Em março, as exportações de açúcar brasileiro somaram 2,08 milhões de toneladas, uma queda de 23,1% em relação a fevereiro e de 5,6% na comparação com o mesmo mês de 2015. Essa redução já era esperada devido ao encerramento da safra 2015/16 no Centro-Sul, a principal região exportadora do país.

A maior parte desse volume saiu pelo Porto de Santos, que concentrou 1,79 milhões de toneladas – 24,8% a menos que em fevereiro, seguindo a tendência nacional. Os principais destinos foram Argélia (195,95 mil ton), Marrocos (162,94 mil ton) e Nigéria (157,96 mil ton).

Em segundo lugar ficou o Porto de Paranaguá, com 182,12 mil toneladas e um acréscimo de 5,5% na comparação com o mês anterior. Na comparação com março de 2015, as exportações via Porto de Santos aumentaram 3,5%, enquanto Paranaguá cresceu 39,7%. Nesse caso, os principais destinos foram Nigéria (35,38 mil ton), Venezuela (30 mil ton) e Eslovênia (26,25 mil ton).

No Porto de Maceió, a situação evidencia as dificuldades enfrentadas pelas usinas do Norte-Nordeste ao longo da safra. Com 94,75 mil toneladas exportadas em março, o porto enviou 210,76 mil toneladas a menos que no mesmo mês do ano passado, registrando uma queda de 69% no volume total. Os principais destinos foram Espanha (33,25 mil ton), Geórgia (31,5 mil ton) e Romênia (30 mil ton).

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África em destaque

Como já é perceptível pela análise dos portos, entre os 10 principais compradores de açúcar brasileiro em março, há quatro países da África: Argélia, Nigéria e Marrocos ocupam as três primeiras posições, enquanto o Egito está na décima. Juntos, eles somaram 630,6 mil toneladas.

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Índia e China

Os gigantes asiáticos Índia e China se mantiveram na lista, mas ambos registraram queda. Ainda assim, ambos os países estão entre os que melhor pagaram pelo açúcar nacional, com negociações médias em US$ 289,37/ton (Índia) e US$ 290,82/ton (China).

Com 116,98 mil toneladas, a Índia apresentou um decréscimo mensal de 46%. Embora a produção do país tenha registrado um aumento nos últimos meses, o governo estima uma queda na produção ao longo do ano, o que poderia estimular futuras compras.

Já a China teve uma queda de 55% em relação ao volume de fevereiro e fechou março com 98,67 mil toneladas. O país já havia registrado queda em suas importações de açúcar em fevereiro, resultado dos preços em alta, restrições em permissões para importação, estoques crescentes e rotas ilegais.

Outros países asiáticos em destaque incluem Bangladesh (154,21 mil toneladas) e nações do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Iraque e Arábia Saudita – somados, esses três compraram 355,29 mil toneladas de açúcar brasileiro.

De modo geral, os preços médios caíram no mês de março. Entre os principais mercados, a maior queda foi em Marrocos (7,5%), com o valor médio de US$ 280,87. Entre os 10 maiores exportadores, os países que pagaram melhor pela tonelada de açúcar foram: Egito (US$ 311,16), Argélia (US$ 304,59), China (US$ 290,82), Bangladesh (US$ 290,35) e Índia (US$ 289,37).

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Renata Bossle – NovaCana

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