Com R$ 2,3 bilhões em dívidas, a Renuka do Brasil está procurando alternativas para seu novo plano de recuperação judicial. Entre elas está a proposta de venda da usina Madhu, localizada no município paulista de Promissão (SP).
Segundo informação divulgada pelo jornal Valor Econômico, a alternativa foi levantada por parte dos credores na assembleia geral realizada ontem (14). A reunião foi suspensa para que essa possibilidade seja discutida com mais profundidade nos próximos dias e incluída em um plano a ser votado em uma nova assembleia, marcada para 26 de julho. Deve-se lembrar que a assembleia havia sido inicialmente agendada para 10 de maio, mas já foi suspensa duas vezes por falta de acordo com os principais credores sobre os termos propostos.
Com a venda da planta de Promissão, a Renuka do Brasil passaria a administrar somente a Usina Revati, localizada em Brejo Alegre (SP)
Ainda de acordo com o jornal, o valor da Usina Madhu, que está operando nesta safra, deverá ser estudado nos próximos dias. Porém, como o tempo para a nova assembleia é curto, não há garantias de que o novo plano seja apresentado antes do dia 26.
A prioridade da Renuka do Brasil seria utilizar o valor levantado para pagar os credores que têm a maior parte da dívida da companhia, como bancos e fornecedores, afirmou o diretor jurídico da companhia, Tony Rivera, ao Valor Econômico. Entre os bancos credores estão BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Rabobank, Santander, Votorantim, Itaú Unibanco, Novo Banco, Bilbao Viscaya, Banco Pan, HSBC, Fibra e ABC Brasil.
Já a Renuka Vale do Ivaí, que administra duas usinas no Paraná e tem uma dívida de R$ 709,4 milhões, realizou sua assembleia em junho, mas não obteve aprovação em todas as classes de credores. Ainda assim, há expectativa de que o juiz homologue o plano, já que a proposta teve aceitação de 75%.
Recentemente, com uma estratégia similar, a Infinity Bio-Energy tentou vender duas de suas unidades em um leilão. Como não foram realizados lances, as unidades passaram para o controle de credores.
Com informações do Valor Econômico