A rentabilidade do milho para a temporada 2022/23 em Mato Grosso deve cair, projetou a analista responsável pela rentabilidade da agricultura no Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Milena Habeck, em seminário nesta quinta-feira, 25. Apesar de preços elevados, a expectativa é de que os custos de produção sejam os maiores já estimados pelo Imea.
De acordo com ela, 61% dos adubos necessários para o plantio de milho já foram adquiridos pelos produtores do estado, contra 70% em igual período do ano passado. A analista ainda aponta que a comercialização de sementes está em ritmo similar e a de defensivos, adiantada.
Por conta da relação de troca desfavorável, muitos produtores protelaram as negociações de adubos. “Se para a soja já está atrasado o fertilizante, para o milho, que é segunda safra, está mais ainda”, disse Habeck.
“Na safra passada, precisava vender milho a R$ 35 por saca para pagar o custo operacional total; atualmente, precisa vender a R$ 46 por saca”, disse.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) do milho deve ceder 17% em 2022/23 com o aumento do custo de produção de 31%.
Leticia Pakulski