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“RenovaBio é a maior política de transição de energia do mundo”, diz ministro do MME


Ministério de Minas e Energia - Publicado: 11 Dez 2019 - 12:00
“RenovaBio é a maior política de transição de energia do mundo”, diz ministro do MME

Evento também contou com a presença do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Evandro Gussi

Em agenda na Europa, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi à Madri, na Espanha, para participar do Energy Day – evento à margem da Conferência do Clima, a COP 25. Ontem (10), ele participou do lançamento da IEA World Energy Outlook 2019 (WEO 2019), documento com as perspectivas mundiais para energia. Na ocasião, fez comentários com foco regional na América Latina.

Na área dos biocombustíveis, o ministro citou o programa RenovaBio, que tem como objetivo contribuir para os compromissos firmados no Acordo de Paris, promover a expansão dos biocombustíveis na matriz energética e garantir previsibilidade ao mercado de combustíveis. “É a maior política de transição de energia do mundo”, exclamou.

De acordo com o ministro, o Brasil está “completamente envolvido no biofuturo”, como mecanismo de orientação para o diálogo de políticas e a colaboração entre países, organizações, academia e o setor privado.

Na parte da tarde, Albuquerque participou de uma plenária ministerial e disse que o RenovaBio é “uma máquina de captura de carbono”. Segundo ele, 700 milhões de toneladas de emissões equivalentes de CO2 serão evitadas no âmbito do programa.

“Os biocombustíveis e o RenovaBio irão gerar mais renda e oportunidade para os agricultores no Brasil e ao redor do mundo. Nos ajudará a mitigar dois dos principais problemas de hoje: o aquecimento global e a crise de migração (emprego para refugiados).”

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No âmbito do setor de petróleo e gás, o ministro afirmou que o relatório da IEA indica que a produção do País tende a “crescer fortemente”, por conta das alterações no quadro regulatório que pode atrair capital para desenvolver os recursos abundantes do Brasil.

“De fato, na área de pré-sal, temos os poços mais produtivos do mundo. Até 2040, o Brasil dobrará suas reservas de petróleo atuais, alcançando 25 bilhões de barris. Além disso, mais de 60 novas plataformas (FPSO) serão necessárias para lidar com os novos campos de exploração”, disse.

O ministro também destacou que a produção de gás terá um avanço significativo na América Latina, pelo pré-sal e pelo crescimento da produção convencional na Argentina. Ainda na área de gás, citou a criação do programa Novo Mercado de Gás, com o objetivo de atrair investimentos privados e aumentar a eficiência e, assim, reduzir preços. “Estou orgulhoso em dizer que esta iniciativa contou com o fundamental apoio técnico da AIE”.

Sobre energia nuclear, Albuquerque afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro a colocou como uma prioridade, que pretende finalizar as obras de Angra 3 e considera novas usinas.