Diretor do MME, Miguel Ivan Lacerda, informou que o ministério já elaborou as diretrizes e o modelo de funcionamento da parte financeira do programa
O diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, informou ontem (05) que o ministério já elaborou as diretrizes e o modelo de funcionamento da parte financeira do programa.
A pasta trabalha na articulação com o setor financeiro a mais de um ano.
Leia no texto a seguir:
- Entidades que participaram da articulação do MME
- Realização de estudo sobre impacto econômico, social e ambiental
- A elaboração das diretrizes
O diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, informou ontem (05) que o ministério já elaborou as diretrizes e o modelo de funcionamento da parte financeira do programa.
A pasta trabalha na articulação com o setor financeiro a mais de um ano.
De acordo com Lacerda, o MME conversou sobre soluções para os créditos de descarbonização (CBios) com entidades como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a B3 –bolsa de valores oficial do Brasil –, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Laboratório de Inovação Financeira (LAB), que é um projeto da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“Notamos o interesse de grandes bancos e fundos de investimento no mercado de energia e carbono”, Miguel Ivan Lacerda
Além disso, o trabalho está envolvendo também o Instituto Escolhas, uma associação civil sem fins econômicos. O instituto atua na área de sustentabilidade, analisando impactos econômicos, sociais e ambientais de decisões públicas e privadas.
Segundo o site da entidade, seu objetivo é produzir estudos, análises e relatórios que “amparem novas leituras”, gerando argumentos “capazes de superar a polarização ideológica das escolhas conflituosas do planejamento, permitindo a construção de soluções para viabilizar o desenvolvimento sustentável”.
Lacerda relata que, para atender à demanda do mercado de CBios, o Instituto Escolhas constituiu e lidera um grupo de estudos. Entre as instituições que fazem parte dessa iniciativa estão: Green Domus, CO2 Consulting, Prospectiva Consultoria e o escritório Veirano Advogados.
A princípio, a minuta da regulação que determinará o funcionamento do mercado de CBios em bolsa de valores deve ser lançada ainda neste semestre.
NovaCana