A KPMG realizou um levantamento analisando os quatro padrões de retomada dos 40 principais setores da economia brasileira após um ano de início da pandemia da covid-19. Segundo o estudo, o segmento de açúcar e etanol permaneceu no estágio “transformar para emergir”, o mesmo apontado na primeira edição da pesquisa, realizada no ano passado. Nesta etapa, estão empresas que se recuperarão, mas ao longo de um caminho prolongado, exigindo reservas de capital para resistir.
“O cenário é de recuperação relevante da renda do segmento de açúcar e etanol no país este ano. Os mercados futuros de açúcar têm gerado oportunidades de fixação de preços para as próximas duas safras em patamares atrativos para os produtores”, destaca a sócia do setor de agronegócio da KPMG, Giovana Araújo.
Segundo o relatório, a fixação de preços pelas usinas está em “patamares atrativos”, ou seja, acima de R$ 1.700/t. “Parte relevante das exportações de açúcar do Brasil para a safra 2021/22 está com preços fixados”, complementa o documento.
Araújo, por sua vez, continua: “A pandemia não só amplificou os sinais de ruptura que vinham se formando no mercado de combustíveis para fins de transportes no mundo inteiro, como trouxe mudanças estruturais, desafios e oportunidades para o segmento sucroenergético do Brasil”.
De acordo com o documento, a expectativa é que a recuperação do faturamento e da geração de caixa operacional diminua a alavancagem das empresas. Entretanto, a KPMG reforça que as empresas com elevada exposição e endividamento em dólar devem permanecer atentas.
De acordo com o relatório, as principais tendências para o setor de açúcar e etanol são:
O relatório da KPMG traz um balanço sobre como as empresas vêm respondendo aos desdobramentos desde o início da crise, indicando quatro padrões de retomada para os setores.
“A análise destaca que líderes de diferentes mercados têm buscado enfrentar esse momento com resiliência, informação e planejamento estratégico, de modo a antecipar possíveis entraves e obstáculos e, assim, obter os resultados esperados mesmo em um período complexo e desafiador”, afirma o sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, Jean Paraskevopoulos.
Com informações adicionais e edição NovaCana