Embora o setor sucroenergético comece a acreditar em uma recuperação da crise, a indústria de equipamentos para as usinas não tem boas perspectivas. No ano passado, a Dedini Indústria de Base – considerada a principal fornecedora de equipamentos do país – entrou com um pedido de recuperação judicial, o qual foi seguido por inúmeras demissões e diversos protestos. Na sequência, a Simisa Simioni conseguiu aprovar seu plano de recuperação depois de fazer correções no valor da causa, que foi de R$ 130 milhões para R$ 172 milhões.
Agora, a Zanini, que faz parte da holding Usina Santa Elisa – sem ligação com a unidade de mesmo nome do grupo Biosev, da Louis Dreyfus Commodities –, também protocolou seu pedido de recuperação judicial. Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, a empresa tem dívidas de cerca de R$ 200 milhões.
Embora a companhia tenha entrado com o pedido no final de dezembro, ele foi analisado apenas na primeira semana de janeiro – mas ainda não foi aceito. De acordo com parecer emitido pela juíza Daniele Regina de Souza Duarte, da 1ª Vara Cível do Foro de Sertãozinho, isso se deve, especialmente à necessidade de atender aos interesses dos credores.
“Indefiro o pedido de autuação em separado da relação dos bens particulares dos sócios administradores, uma vez que a publicidade, como regra, é inerente ao processo judicial. Ademais, a publicidade atende aos interesses dos credores”, aponta.
Além disso, a juíza também observou que não foram expostas documentações que comprovem a situação patrimonial e as razões da crise econômico-financeira da Usina Santa Elisa, envolvida no pedido de recuperação judicial. As empresas afetadas, segundo o entendimento de Souza Duarte são: Usina Santa Elisa S.A, Zanini Equipamentos Pesados Ltda. e Zanini Indústria e Montagens Ltda.
A empresa recebeu um prazo de 10 dias para a regularização da petição inicial. Caso não seja cumprido, o pedido será parcialmente negado pela justiça.
Renata Bossle – novaCana.com