Os sete projetos de térmicas de biomassa de cana somam um investimento de 934 milhões e devem iniciar o fornecimento em 2018A geração foi comercializada através do Leilão A-5 e vai garantir uma receita de R$ 159,2 milhões ao ano referente aos sete projetos negociados. Em contrapartida, eles deverão fazer frente a um investimento de R$ 935 milhões.
Veja também:
- qual a receita a ser auferida pelas unidades de Odebrecht, Raízen, Guarani, Delta com a negociação
- números de potência instalada do projeto, garantia física, geração total de megawatt e renda a ser obtida
A partir de 2018, mais sete usinas do setor sucroenergético vão abastecer o país com 29.277.638,4 megawatt hora (MWh) de energia limpa, gerada a partir da cana. A geração foi comercializada através do Leilão A-5 e vai garantir uma receita de R$ 159,2 milhões ao ano referente à geração dos sete projetos, em contrapartida as usinas deverão fazer frente a um investimento de R$ 935 milhões. O prazo de duração dos contratos para todas as fontes térmicas é de 25 anos. Os números são calculados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O maior projeto é da Usina Eldorado, pertencente a Odebrecht Agroindustrial (antiga ETH Bioenergia), com uma potência de 116 MW referente a ampliação da unidade já existente em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul (MS). O empreendimento, que vai demandar investimentos de R$ 215,4 milhões, fechou negócio a um preço de R$ 132,30/MWh (desconto 5,5% ante o teto) o mais baixo entre as empresas do setor. A receita fixa anual para a Eldorado será de R$ 61,3 milhões com o fornecimento de bioeletricidade.
A Usina Delta, da Delta Sucroenergia, situada no município mineiro com mesmo nome, negociou a segunda maior geração totalizando 4.163.736 MW/h. Para tanto, serão 40 MW de potência referentes a um investimento de R$ 113,6 milhões. O preço de R$ 135,31/MWh (o menor deságio, de 3,35%) vai garantir à empresa uma renda anual de R$ 22,9 milhões.
Já a Usina Raízen Caarapó, MS, vai contar com R$ 140 milhões de aporte para instalar uma potência de 38 MW. Tendo negociado a R$ 134,37 MW/h (desconto de 4,02%) a receita anual com a cogeração será de R$ 18,5 milhões.
A Açúcar Guarani negociou a cogeração a partir de duas unidades paulistas, Tanabi e Tanabi II. Cada uma das unidades terá potência idêntica de 34 MW, entretanto os investimentos serão superiores na Tanabi chegando a R$ 93,7 milhões, enquanto a Tanabi II vai contar com R$ 85,6 milhões. A geração total também difere entre as unidades sendo 3.352.903,200 MW/h na Tanabi e 2.476.327,20 MW/h na Tanabi II, com preço de R$ 134,89 e R$ 133,89 o megawatt hora, que irá resultar em ganhos anuais, respectivamente de, R$ 12,8 milhões e R$ 13,6 milhões.
Ainda negociaram a venda de bioenergia unidades sul-mato-grossenses da Santa Helena e Adecoagro. A capacidade a ser produzida pela Energética Santa Helena, a partir de um investimento de R$ 165 milhões para instalar 45 MW de potência, possibilitará receita anual estipulada em R$ 17,8 milhões. A Angélica Agroenergia, da Adecoagro, terá um aporte de R$ 94,3 milhões para instalar 40 MW. Com o fornecimento de energia a recita será de R$ 12 milhões anuais. Veja mais detalhes na imagem.

Ao todo, foram nove térmicas a biomassa. Além dos empreendimentos a bagaço de cana, duas térmicas alimentadas com cavaco de madeira foram negociados, sendo os preços médios de R$ 133,57/MWh e R$ 136,69/MWh, respectivamente. O preço teto inicial era de R$ 140,00. Veja o gráfico com a comparação entre preço e quantidade de energia entre as diferentes fontes contratadas no leilão.

O certame, realizado em 29 de agosto, também marcou a retomada das térmicas de biomassa. Antes disso, o último em que houve negociação da fonte foi o 13º Leilão de Energia Nova, realizado em dezembro de 2011. Para a edição do A-5 realizada este ano, 30 projetos de térmicas à biomassa (totalizando 1.472 MW) foram cadastrados, dos quais 16, com oferta total de 919 MW, foram habilitados conforme os critério técnicos.

Amanda SchArr - NovaCana
Veja também:
- qual a receita a ser auferida pelas unidades de Odebrecht, Raízen, Guarani, Delta com a negociação
- números de potência instalada do projeto, garantia física, geração total de megawatt e renda a ser obtida
A partir de 2018, mais sete usinas do setor sucroenergético vão abastecer o país com 29.277.638,4 megawatt hora (MWh) de energia limpa, gerada a partir da cana. A geração foi comercializada através do Leilão A-5 e vai garantir uma receita de R$ 159,2 milhões ao ano referente à geração dos sete projetos, em contrapartida as usinas deverão fazer frente a um investimento de R$ 935 milhões. O prazo de duração dos contratos para todas as fontes térmicas é de 25 anos. Os números são calculados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O maior projeto é da Usina Eldorado, pertencente a Odebrecht Agroindustrial (antiga ETH Bioenergia), com uma potência de 116 MW referente a ampliação da unidade já existente em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul (MS). O empreendimento, que vai demandar investimentos de R$ 215,4 milhões, fechou negócio a um preço de R$ 132,30/MWh (desconto 5,5% ante o teto) o mais baixo entre as empresas do setor. A receita fixa anual para a Eldorado será de R$ 61,3 milhões com o fornecimento de bioeletricidade.
A Usina Delta, da Delta Sucroenergia, situada no município mineiro com mesmo nome, negociou a segunda maior geração totalizando 4.163.736 MW/h. Para tanto, serão 40 MW de potência referentes a um investimento de R$ 113,6 milhões. O preço de R$ 135,31/MWh (o menor deságio, de 3,35%) vai garantir à empresa uma renda anual de R$ 22,9 milhões.
Já a Usina Raízen Caarapó, MS, vai contar com R$ 140 milhões de aporte para instalar uma potência de 38 MW. Tendo negociado a R$ 134,37 MW/h (desconto de 4,02%) a receita anual com a cogeração será de R$ 18,5 milhões.
A Açúcar Guarani negociou a cogeração a partir de duas unidades paulistas, Tanabi e Tanabi II. Cada uma das unidades terá potência idêntica de 34 MW, entretanto os investimentos serão superiores na Tanabi chegando a R$ 93,7 milhões, enquanto a Tanabi II vai contar com R$ 85,6 milhões. A geração total também difere entre as unidades sendo 3.352.903,200 MW/h na Tanabi e 2.476.327,20 MW/h na Tanabi II, com preço de R$ 134,89 e R$ 133,89 o megawatt hora, que irá resultar em ganhos anuais, respectivamente de, R$ 12,8 milhões e R$ 13,6 milhões.
Ainda negociaram a venda de bioenergia unidades sul-mato-grossenses da Santa Helena e Adecoagro. A capacidade a ser produzida pela Energética Santa Helena, a partir de um investimento de R$ 165 milhões para instalar 45 MW de potência, possibilitará receita anual estipulada em R$ 17,8 milhões. A Angélica Agroenergia, da Adecoagro, terá um aporte de R$ 94,3 milhões para instalar 40 MW. Com o fornecimento de energia a recita será de R$ 12 milhões anuais. Veja mais detalhes na imagem.

Ao todo, foram nove térmicas a biomassa. Além dos empreendimentos a bagaço de cana, duas térmicas alimentadas com cavaco de madeira foram negociados, sendo os preços médios de R$ 133,57/MWh e R$ 136,69/MWh, respectivamente. O preço teto inicial era de R$ 140,00. Veja o gráfico com a comparação entre preço e quantidade de energia entre as diferentes fontes contratadas no leilão.

O certame, realizado em 29 de agosto, também marcou a retomada das térmicas de biomassa. Antes disso, o último em que houve negociação da fonte foi o 13º Leilão de Energia Nova, realizado em dezembro de 2011. Para a edição do A-5 realizada este ano, 30 projetos de térmicas à biomassa (totalizando 1.472 MW) foram cadastrados, dos quais 16, com oferta total de 919 MW, foram habilitados conforme os critério técnicos.

Linha do BNDES
Para viabilizar os investimentos necessários as usinas vencedoras podem contar com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que este ani oferece novas condições de financiamento para projetos vencedores dos leilões de energia elétrica. Para o setor sucroenergético a principal mudança está na ampliação do prazo de amortização, de 16 anos, para 20 anos. Na linha os projetos de energia vencedores têm spread de 0,9%, e taxa de risco de crédito varia de 0,4% a 2,87% ao ano, conforme o risco de crédito do cliente.Amanda SchArr - NovaCana