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Com real mais fraco, exportadores de etanol dos EUA enxergam impacto em vendas para o Brasil

EUA Brasil 280417A reversão brusca no estado da política brasileira e a consequente desvalorização da moeda brasileira ligou o alerta também dos atores do mercado de etanol norte-americano

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Os brasileiros não foram os únicos pegos de surpresa pela natureza das revelações envolvendo o presidente Michel Temer essa semana. A reversão brusca no estado da política brasileira e a consequente desvalorização da moeda brasileira ligou o alerta também dos atores do mercado de etanol norte-americano.

O Brasil vinha sendo motivo de alegria para os produtores de etanol dos Estados Unidos. Dados apontados pela S&P Global Platts indicam que, em 2016, o país foi o principal comprador das exportações de etanol dos EUA, com 27% de todas as remessas do biocombustível daquele país.

Além disso, até abril desse ano, o Brasil importou 835,8 milhões de litros de etanol segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O volume é 274,6% superior ao visto nos quatro primeiros meses do ano passado, sendo também o maior total acumulado de importações já registrado para o quadrimestre.

A expectativa dos norte-americanos era que o preço do açúcar continuasse atrativo e as usinas seguissem com um forte mix açucareiro. Ainda que o contexto das últimas semanas tenha mudado – com o recuo acentuado nos preços e as usinas podendo retornar à produção mais alta de etanol –, o impacto esperado não era tão grande como o efeito da desvalorização da moeda brasileira.

Os brasileiros não foram os únicos pegos de surpresa pela natureza das revelações envolvendo o presidente Michel Temer essa semana. A reversão brusca no estado da política brasileira e a consequente desvalorização da moeda brasileira ligou o alerta também dos atores do mercado de etanol norte-americano.

O Brasil vinha sendo motivo de alegria para os produtores de etanol dos Estados Unidos. Dados apontados pela S&P Global Platts indicam que, em 2016, o país foi o principal comprador das exportações de etanol dos EUA, com 27% de todas as remessas do biocombustível daquele país.

Além disso, até abril desse ano, o Brasil importou 835,8 milhões de litros de etanol segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O volume é 274,6% superior ao visto nos quatro primeiros meses do ano passado, sendo também o maior total acumulado de importações já registrado para o quadrimestre.

A expectativa dos norte-americanos era que o preço do açúcar continuasse atrativo e as usinas seguissem com um forte mix açucareiro. Ainda que o contexto das últimas semanas tenha mudado – com o recuo acentuado nos preços e as usinas podendo retornar à produção mais alta de etanol –, o impacto esperado não era tão grande como o efeito da desvalorização da moeda brasileira.

Segundo fontes ouvidas pela Platts, com o “tombo” do real brasileiro, a expectativa é de que, em pouco o tempo, os efeitos sejam sentidos pelas empresas que exportam etanol dos Estados Unidos para o Brasil. Isso ocorre porque a desvalorização nos preços do açúcar se agrava diante um real mais fraco.

No curto prazo, segundo fontes ligadas a esse mercado ouvidas pela Platts, o impacto não deve ser tão alto, já que poucas cargas estão sendo agendadas para o Brasil no momento. O motivo de um volume menor sendo direcionado dos Estados Unidos para o país estaria relacionado com a iminência de uma taxação diferenciada para o produto.

O assunto se tornou um dos principais pleitos do setor em 2017 e deve ser discutido pela Camex em junho.

Inclusive, foi o crescimento expressivo das importações em 2016 e 2017 que levou os produtores brasileiros de etanol a pedirem ao governo que restabeleça a tarifa de importação de etanol do país, suspensa em outubro de 2011 até 2019.

Com a a menor oferta de etanol brasileiro nos últimos dois anos, aponta a Platts, o país passou a ser um grande importador, mesmo que, historicamente, seja o maior concorrente dos EUA nas exportações globais de etanol.

No médio ao longo prazo, por sua vez, com um real mais fraco, o etanol brasileiro poderia se tornar mais competitivo e atrair compradores.

Os participantes do mercado ouvidos pela Platts não estavam certos sobre o que pode acontecer com o valor do real nos próximos dias, mas acreditam que não vai demorar muito para que o enfraquecimento da moeda impacte as exportações do etanol norte-americano. “É difícil dizer o que pode acontecer no futuro iminente. Mas um real mais fraco certamente não incentiva as importações para os brasileiros", destaca a fonte da S&P Platts.

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