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[Ranking] Em meio à queda nas exportações de açúcar, Louis Dreyfus aumenta compras

Em 2019, empresa negociou volume 74,5% maior na comparação anual e assumiu a liderança entre as maiores compradoras de açúcar brasileiro

NovaCana 8 min de leitura

Desde 2015, as tradings Alvean, joint venture entre Cargill e Copersucar, e Wilmar, companhia com quem a Raízen tem a joint venture RaW, alternavam a dianteira da comercialização do açúcar brasileiro. Porém, em 2019, o cenário mudou: a Louis Dreyfus tomou a frente do ranking, tendo comercializado 2,55 milhões de toneladas da commodity. Os dados são da agência marítima Williams Brasil.

O volume comercializado pela Louis Dreyfus – que atua no setor produtivo por meio da Biosev – representa um aumento de 74,53% ante 2018, quando negociou 1,46 milhão de toneladas de açúcar e ficou na quarta posição do ranking. Antes disso, sua melhor posição foi em 2014, quando obteve o terceiro lugar.

Mas, mesmo com a melhora nas exportações, a Louis Dreyfus vem enfrentando dificuldades. A empresa lançou, em novembro do ano passado, um plano de corte de custos e reorganização dos negócios por conta das dificuldades financeiras que enfrenta no mundo.

Além disso, o volume exportado pela empresa em 2019 foi bem menor que o registrado por outras detentoras do primeiro lugar na série histórica da Williams Brasil, de 2011 a 2018. A princípio, a dianteira era sempre ocupada por tradings que negociaram, pelo menos, 3,3 milhões de toneladas da commodity.

O resultado acompanha a diminuição no total exportado pelo Brasil. Ao longo do ano, o volume vendido de açúcar caiu 12,59% ante 2018. No total, 16,32 milhões de toneladas foram despachadas pelos portos brasileiros.

Confira, na versão completa:

- Ranking das 20 maiores compradoras de açúcar brasileiro em 2019
- Evolução das cinco maiores compradoras entre 2014 e 2019
- Principais destinos do açúcar brasileiro – total e por compradora
- Histórico de envios de açúcar pelo Brasil
- Volumes exportados por porto

Desde 2015, as tradings Alvean, joint venture entre Cargill e Copersucar, e Wilmar, companhia com quem a Raízen tem a joint venture RaW, alternavam a dianteira da comercialização do açúcar brasileiro. Porém, em 2019, o cenário mudou: a Louis Dreyfus tomou a frente do ranking, tendo comercializado 2,55 milhões de toneladas da commodity. Os dados são da agência marítima Williams Brasil.

O volume comercializado pela Louis Dreyfus – que atua no setor produtivo por meio da Biosev – representa um aumento de 74,53% ante 2018, quando negociou 1,46 milhão de toneladas de açúcar e ficou na quarta posição do ranking. Antes disso, sua melhor posição foi em 2014, quando obteve o terceiro lugar.

Mas, mesmo com a melhora nas exportações, a Louis Dreyfus vem enfrentando dificuldades. A empresa lançou, em novembro do ano passado, um plano de corte de custos e reorganização dos negócios por conta das dificuldades financeiras que enfrenta no mundo.

Além disso, o volume exportado pela empresa em 2019 foi bem menor que o registrado por outras detentoras do primeiro lugar na série histórica da Williams Brasil, de 2011 a 2018. A princípio, a dianteira era sempre ocupada por tradings que negociaram, pelo menos, 3,3 milhões de toneladas da commodity.

O resultado acompanha a diminuição no total exportado pelo Brasil. Ao longo do ano, o volume vendido de açúcar caiu 12,59% ante 2018. No total, 16,32 milhões de toneladas foram despachadas pelos portos brasileiros.

compradoras volume total 032020

O valor é inferior ao informado pelo Ministério da Economia, que afirma que o Brasil exportou 18,04 milhões de toneladas de açúcar em 2019. A divergência em relação ao montante calculado pela Williams Brasil é justificada por diferenças na metodologia de coleta dos dados. Além disso, a agência marítima contabiliza apenas as exportações por porão de navio.

As grandes exportadoras

No segundo lugar do ranking, após a Louis Dreyfus, está a Sucden, que subiu uma posição. A trading adquiriu 2,45 milhões de toneladas de açúcar no ano passado, um volume 14,76% menor em relação a 2018.

A subida de tradings que apresentaram quedas no comparativo ocorreu porque as empresas que encabeçavam o ranking no ano anterior tiveram reduções mais substanciais. A Alvean, líder em 2018, exportou 2,32 milhões de toneladas em 2019, ou 32,73% a menos, ficando em quarto lugar.

Já a Wilmar, que estava em segundo lugar, exportou 28,2% a menos em 2019 – totalizando 2,42 milhões de toneladas e ficando na quarta posição.

Conforme divulgado em outubro do ano passado pela Reuters, a trading ficou com cerca de 175 mil toneladas de açúcar bruto entregues contra o contrato outubro da ICE. Esta foi a menor entrega física de açúcar bruto para um contrato outubro da ICE desde 2011.

compradoras volumes anual 032020

Já a quinta colocação ficou com a Nolis, que negociou 1,29 milhão de toneladas de açúcar, um crescimento de 8,41% no comparativo anual. Assim, a companhia ganhou uma posição no ranking ante a última análise.

Além disso, duas tradings dentre as 20 primeiras colocadas do ranking elencaram crescimentos anuais substanciais, acima dos 100%. São elas: a ASR (+148,65%), que subiu da 21ª posição para a 14ª; e a Tereos (+495,34%), que passou do 28º lugar para o 16º.

Em contrapartida, a perda mais substancial dentre as 20 maiores exportadoras foi registrada pela Redpath. Com uma redução de 78,5% no volume exportado em comparação com 2018, a empresa caiu da 10ª para a 19ª posição.

compradoras ranking 032020

Origens do açúcar

Em 2019, a Louis Dreyfrus adquiriu açúcar principalmente da Biosev, somando 532,07 mil toneladas. Em seguida, a Raízen vendeu 333,90 mil toneladas de açúcar para a empresa. Cofco, Santa Terezinha e Copersucar disponibilizaram volumes menores, de 250,14 mil, 210,96 mil e 87,70 mil toneladas, respectivamente.

A segunda colocada no ranking, Sucden, realizou compras, principalmente, da Raízen: 403,46 mil toneladas. Já da São Martinho, a trading adquiriu 244,52 mil toneladas. Além disso, volumes abaixo das 200 mil toneladas foram adquiridos de usinas como Sucden, Coruripe e Batatais.

A Raízen também foi a principal vendedora para a Wilmar, com um volume de 800,18 mil toneladas. A trading ainda comprou outras 207,06 mil toneladas da commodity da São Martinho. Outras usinas vendedoras foram Santa Terezinha, Bunge e Tereos.

A Alvean, quarta colocada no ranking, negociou a commodity especialmente com a Copersucar, de quem comprou 494,54 mil toneladas. Já a Santa Terezinha vendeu 273,50 mil toneladas e a Delta, 129,58 mil toneladas. As usinas Oswaldo Ribeiro e Coruripe comercializaram volumes de 119,64 mil e 101,20 mil toneladas, respectivamente.

A quinta colocada no ranking, Nolis, também comprou um maior volume da Raízen, com 187,8 mil toneladas. A Alto Alegre vendeu outras 151,91 mil toneladas. Volumes menores foram comprados da Oswaldo Ribeiro, da São Martinho e da Santa Terezinha.

AlveanWilmarSucdenLouis DreyfusNolis

Destinos da commodity

Os principais destinos do açúcar brasileiro em 2019 foram Argélia e Nigéria. Para a Argélia, foram enviadas 1,57 milhão de toneladas, volume 9,44% menor que em 2018, quando foram negociadas 1,73 milhão de toneladas.

Já para a Nigéria, foram enviadas 1,54 milhão de toneladas de açúcar. O país foi o terceiro maior destino em 2018, tendo recebido 1,14 milhão de toneladas da commodity, volume 35,25% menor que o registrado no ano passado.

Por sua vez, Bangladesh recebeu 794,15 mil toneladas de açúcar, enquanto o Iraque importou 785,90 mil toneladas e a Arábia Saudita, 739,13 mil toneladas. Outros países que receberam volumes da commodity incluem China, Irã, Canadá, Iêmen e Marrocos.

compradoras destinos 032020

Como ocorre todos os anos, as saídas de açúcar pelos portos brasileiros se concentraram principalmente por Santos. Em 2019, foram 12,5 milhões de toneladas de açúcar enviadas pelo porto paulista, volume 15% menor no comparativo anual. Já pelo porto de Paranaguá, no Paraná, foram despachadas 2,67 milhões de toneladas da commodity, montante 18,7% menor ante as 3,17 mil toneladas enviadas em 2018.

Além disso, volumes menores foram enviados via Maceió, Recife e Suape: 858,6 mil, 179,89 mil e 98,15 mil toneladas, respectivamente.

compradoras exportacao portos 032020

NovaCana DATA

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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