Após o impacto inicial da pandemia de covid-19, que afetou todos os setores da economia em níveis globais, as sucroenergéticas receberam 2021 com expectativas elevadas. O clima, entretanto, não facilitou a situação para os usineiros. Seca, geadas e queimadas resultaram em uma grande quebra da safra, diminuindo todos os índices. Dentre eles, produtividade, rendimento e volume fabricado de açúcar e etanol.
Ainda assim, com uma alta nos preços dos produtos, as grandes companhias conseguiram se consolidar em um momento de instabilidade.
Um exemplo disto foi a São Martinho, que mesmo com uma queda de 11,6% em sua moagem no período, conseguiu registrar um “resultado histórico”, como afirmou o CEO da sucroenergética, Fábio Venturelli, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Com um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, o grupo viu suas receitas crescerem 60,4% entre 2020 e 2021.
A empresa também foi destaque em seu setor na publicação Valor 1000. Compilada anualmente pelo Valor, a lista apresenta o desempenho financeiro das mil companhias brasileiras com maiores receitas.
Além disso, o levantamento também destaca as dez melhores empresas de diferentes setores. O desempenho é calculado a partir de seis critérios, com pesos diferentes de acordo com sua relevância, chegando a uma nota final.
Repetindo o feito de 2019, a São Martinho ficou em primeiro lugar entre as melhores no setor de bioenergia. Na publicação mais recente, a empresa somou 76 pontos dentre os critérios elencados pela publicação. No ano anterior, a sucroenergética havia ficado na segunda colocação, com 38,5 pontos, considerando diferentes parâmetros de avaliação.
Outra mudança deste ano é que o setor de açúcar e etanol foi renomeado bioenergia, passando a incluir também usinas de biodiesel e fabricantes de etanol de milho. Também são consideradas agora avaliações relacionadas à agenda ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês) das empresas.
Por sua vez, os critérios ESG podem corresponder a até 30% da nota final das companhias. Mas somente as três melhores empresas de cada segmento podem contabilizar neste quesito: a melhor avaliada soma 30 pontos, a segunda 20 e a terceira 10.
Além disso, foram considerados os seguintes quesitos: receita líquida, valendo 2,5 pontos; margem Ebitda (calculado a partir da relação do lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e a receita líquida), contando 2 pontos; e a rentabilidade do patrimônio (lucro líquido sobre o patrimônio líquido) com 1,5 ponto.
Por fim, valendo 1 ponto cada, também foram avaliadas a evolução da receita líquida nos últimos cincos anos, a alavancagem financeira (dívida líquida sobre Ebitda) e a cobertura de juros (Ebitda sobre despesas financeiras).
No texto completo, exclusivo para assinantes, você confere o desempenho das melhores sucroenergéticas nos seis critérios avaliados:
- Receita líquida (vendas anuais líquidas)
- Margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida)
- Rentabilidade (lucro líquido sobre patrimônio líquido)
- Evolução da receita líquida (variação média dos últimos cinco anos)
- Alavancagem financeira (dívida financeira líquida sobre Ebitda)
- Cobertura de juros (Ebitda sobre despesas financeiras)
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