Por meio de um fato relevante assinado por seu diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Alberto Bezerra de Moura, a Raízen divulgou hoje, 16, uma prévia de seus resultados operacionais referentes ao terceiro trimestre da safra 2023/24.
No documento, a empresa publicou os volumes vendidos de seus principais produtos. Em relação ao açúcar, a comercialização totalizou 2,66 milhões de toneladas, queda de 7,2% ante o mesmo período do ano anterior e de 18,7% frente ao trimestre anterior.
Dentro desse volume, 1,3 milhões de toneladas foram de fabricação própria, alta anual de 14,6% e queda trimestral de 16,7%.
Para completar, a Raízen também divulgou que o preço médio da tonelada de açúcar ficou entre R$ 2,6 mil e R$ 2,8 mil, caracterizando o que chamou de “ciclo de mercado favorável, mantendo os preços em patamares elevados”. No terceiro trimestre de 2022/23, o valor foi de R$ 1,9 mil por tonelada; já no segundo trimestre de 2023/24, foi de R$ 2,5 mil por tonelada.

“As informações são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a data da divulgação oficial. Os resultados auditados serão divulgados em 8 de fevereiro de 2024, após o fechamento do mercado”, ressalva a companhia.
Já as vendas de etanol somaram 1,42 bilhão de litros no terceiro trimestre da atual temporada, com pouca variação ante o período anterior, mas queda de 17,6% na comparação anual. Neste caso, 737 milhões de litros eram de fabricação própria, retração anual de 14,2% e trimestral de 19,3%.
O preço médio do biocombustível também caiu, ficando na faixa de R$ 2,5 mil a R$ 2,7 mil por metro cúbico. O valor era de R$ 3.769/m³ um ano antes, enquanto o trimestre anterior contabilizou R$ 2.945/m³.
Segundo a Raízen, isso reflete a maior oferta de etanol de cana e milho no país, além do nível de competitividade do biocombustível frente à gasolina nas distribuidoras.
Por fim, a companhia também divulgou a venda de 9.476 GWh de energia elétrica, com elevação trimestral de 19,3% e anual de 434,2%. A cogeração própria e a produção por outras fontes renováveis, entretanto, significou apenas 639 GWh deste total.
“[Houve] menor geração em razão do encerramento do período de moagem”, justifica a Raízen, que ainda cita “avanço na conexão de clientes e expansão dos volumes de geração distribuída”.
O preço médio da energia elétrica própria, segundo a Raízen, ficou entre R$ 250/MWh e R$ 270/MWh. Um ano antes, o valor ficou abaixo desta faixa, com R$ 244/MWh. Já no trimestre anterior foi contabilizado R$ 261/GWh.
De acordo com o documento, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 18,8 milhões de toneladas no período. Com isso, no acumulado da temporada, o processamento teve uma alta de 14%, para 83,2 milhões de toneladas – este valor condiz com uma divulgação anterior da Raízen, feita em dezembro.
Ainda segundo a companhia, no trimestre, a concentração de açúcar total recuperável (ATR) foi de 131 kg/t, representando uma retração de 8,4% ante o trimestre anterior (143 kg/t) e de 5,1% frente ao mesmo período de 2022/23 (138 kg/t). Por sua vez, o rendimento dos canaviais foi de 77 t/ha, alta de 11,6% na comparação anual, mas queda de 15,4% em relação ao segundo trimestre de 2023/24.
Conforme a Raízen, trata-se de uma redução sazonal esperada, que reflete as áreas colhidas no fim da safra. Ainda assim, a sucroenergética destaca que a produtividade ficou nos níveis mais elevados dos últimos dois anos.
Além disso, a companhia também divulgou que dividiu igualmente sua matéria-prima entre a fabricação de açúcar e a de etanol. Os volumes de cada produto, entretanto, não foram divulgados.
Renata Bossle – NovaCana