A captação da Raízen Energia no mercado internacional foi fechada com captação US$ 25 milhões abaixo do esperado
A captação da Raízen Energia no mercado internacional foi fechada em US$ 25 milhões abaixo do esperado.
Há dois dias o portal NovaCana adiantou sobre o aval dado pelo conselho para a realização da operação.
A captação da Raízen Energia no mercado internacional foi fechada em US$ 25 milhões abaixo do esperado. A agência Reuters confirmou hoje (02) que o empréstimo sindicalizado, envolvendo 13 bancos, totalizou US$ 725 milhões. O valor planejado era de US$ 750 milhões.
Há dois dias o portal NovaCana adiantou sobre o aval dado pelo conselho para a realização da operação, então informada à Comissão de Valores Mobiliários.
A agência internacional considerou que a negociação “vem num momento em que os mercados obrigacionistas foram firmemente fechados aos emitentes do Brasil – um país que tem sido manchado pela queda de crescimento econômico e um escândalo de corrupção na companhia petrolífera estatal Petrobras”.
A participação da Shell, que compartilha o controle com a Cosan, na companhia, pesou a favor da maior sucroalcooleira do país em um momento em que os investidores internacionais vêm fechando as portas às usinas brasileiras, após o rebaixamento de ratings de várias empresas, dado o alto risco de inadimplência do setor.
“A Raízen tem a vantagem de ser de grau de investimento e desfrutar do forte patrocínio da Shell – um dos parceiros de joint venture”, considerou a Reuters. A sucroenergética possui ratings Baa3/BBB/BBB.
"Você realmente precisa ter uma classificação de grau de investimento para sair do mercado de empréstimo do Brasil", disse um banqueiro à agência de notícias.
Bank of America, BNP Paribas, Credit Agricole e Scotiabank atuaram como coordenadores líderes do sindicato de bancos que teve ainda a participação de Societe Generale, Sumitomo, Citigroup, Bank of Tokyo Mitsubishi, ING, Mizuho, HSBC, JP Morgan e Santander.
A operação foi realizada em duas tranches, de US$ 450 milhões e US$ 275 milhões, com prazo de amortização de cinco anos e possibilidade de extensão por mais um ano. A operação tem custo de 1,2% sobre Libor (London Interbank Offered Rate).
O custo é melhor do que a captação internacional realizada há cerca de um ano, no valor de US$ 600 milhões, quando a Raízen realizou um empréstimo com prazo de cinco anos à taxa Libor, acrescida de 1,4%.
NovaCana