NovaCana

Raízen demite 400 funcionários

raizen 160414A empresa anunciou no ano passado que as equipes de açúcar e etanol teriam que "performar com menos recursos"
NovaCana 3 min de leitura
A maior produtora de etanol no país e a maior fabricante individual de açúcar do mundo confirmou um corte de 400 funcionários.

Informações obtidas pelo portal NovaCana indicam que as demissões atingiram cargos de gerência e coordenação em diversas unidades e setores.

A maior produtora de etanol no país e maior fabricante individual de açúcar do mundo confirmou um corte de 400 funcionários. Os desligamentos são tratados como uma medida "pontual" pela companhia, que há meses anunciou uma redução de investimentos para o ano de 2014.

"A Raízen informa que se trata de uma movimentação pontual, como parte da evolução constante por processos mais eficientes, que traz benefícios à sua operação", disse a companhia em nota enviada nesta terça-feira (15).

Informações obtidas pelo portal NovaCana indicam que as demissões atingiram cargos de gerência e coordenação em diversas unidades e setores.

Com 24 usinas, a companhia se define como a quinta maior empresa em faturamento e a principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil. A joint venture entre Shell e Cosan, que também atua na distribuição de combustíveis, emprega aproximadamente 40 mil funcionários.

No final do ano passado, o presidente da Cosan, Marcos Lutz, informou que iria reduzir o escopo de uma série de projetos em suas operações de açúcar e etanol. "As equipes terão de performar com menos recursos."

Mudanças
Os dois braços da companhia vivem momentos distintos. Ao contrário da Raízen Combustíveis, divisão de distribuição, que vive um momento de expansão com investimentos em novos postos, terminais e dutos, a Raízen Energia está em fase de "aperto de cinto".

Já em novembro de 2013 a Cosan anunciou uma redução de R$ 200 milhões nos investimentos da Raízen Energia. A explicação oficial foi que, apesar de obter um desempenho dentro do esperado, o braço sucroenergético apresenta performance inferior a de outros negócios do portfólio da Cosan (que atua em energia, logística, infraestrutura e gestão de terras).

Em março deste ano a posição defensiva foi reafirmada por não haver "sinais claros de recuperação" do setor, estando a companhia sem planos para expansão da área de açúcar, etanol e cogeração em 2014.

Em uma fala recente o vice-presidente executivo da Raízen Energia, Pedro Mizutani, foi franco ao expressar sua preocupação. "O empresário não investe porque é bonito, ele investe para ganhar dinheiro. Função de agradar o povo é do governo, a função do empresário é ganhar dinheiro, então ninguém vai investir se não tiver preço e incentivo". Na ocasião, apesar do tema em pauta ser a bioeletricidade, a ponderação geral foi que enquanto o etanol não tiver fundamentos de longo prazo, a cogeração não tende a evoluir.

Amanda SchArr – NovaCana
Compartilhar: