A joint venture formada por Shell e Cosan deu sinal verde para a contratação de aporte do BNDESO BNDES aprovou o valor em dezembro e na semana passada o conselho de administração deu sinal verde para a contratação de 265,15 milhões de reais para renovação dos canaviais paulistas.
Confira a seguir:
- Quantos hectares a Raízen renova com este dinheiro
- Os custos de renovação por hectare (considerando os limites de financiamento do BNDES)
- Total de área plantada da Raízen: própria e de terceiros
- A decisão do Conselho de Administração
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou no dia 23 de dezembro de 2013 o empréstimo de recursos para a reforma de 73,7 mil hectares de cana-de-açúcar da Raízen. A companhia foi contemplada pelo Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova). Já a liberação interna na sucroalcooleira saiu há uma semana.
No último dia 4, o conselho de administração da joint venture entre Shell e Cosan deu sinal verde para a contratação de R$ 266,6 milhões do BNDES, sendo quase todo o valor, R$ 265,15 milhões, virá do ProRenova para a reforma de canaviais em território paulista.
Dados de agosto de 2013 indicam que a companhia possui 860 mil hectares dedicados ao cultivo da cana-de-açúcar, incluindo a área própria e contratos de fornecimento. A maior parte dos canaviais fica no estado de São Paulo, mas também há cultivo no Mato Grosso do Sul e em Goiás.
"Geralmente, celebramos contratos de fornecimento de médio e longo prazos por períodos que variam de três anos e meio a sete anos. Em 30 de junho de 2013, tínhamos 539.756 hectares por meio de 3.138 contratos de arrendamentos de terras com prazo médio de quatro anos", informou a companhia em seu formulário de referência de 2013, em documento para a Comissão de Valores Mobiliários.
Na safra 2013/14 as áreas de cultivo de cana própria tiveram taxa de 20% de renovação. A área de reforma com os novos recursos aprovados pelo BNDES equivale a 23% da área de cana própria da Raízen e a 8,5% da área total de cana destinada às 24 usinas da companhia.
Apesar da empresa possuir uma unidade no Mato Grosso do Sul e outra em GO, os investimentos aprovados serão todos em canaviais localizados no Estado de São Paulo.
Com esses valores a empresa se encaixaria nos novos limites do ProRenova, que mudou de R$ 4.350 mil por hectare em 2012 e para R$ 5.450 mil em 2013.
Dos R$ 266,6 milhões a serem contratados do BNDES, R$ 1,4 milhão será destinado a investimentos sociais voltados para a comunidade nas regiões de influência da unidade Raízen Araraquara.
A Raízen está em período de silêncio e não comentou a contratação dos recursos.
Amanda SchArr – NovaCana
Confira a seguir:
- Quantos hectares a Raízen renova com este dinheiro
- Os custos de renovação por hectare (considerando os limites de financiamento do BNDES)
- Total de área plantada da Raízen: própria e de terceiros
- A decisão do Conselho de Administração
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou no dia 23 de dezembro de 2013 o empréstimo de recursos para a reforma de 73,7 mil hectares de cana-de-açúcar da Raízen. A companhia foi contemplada pelo Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova). Já a liberação interna na sucroalcooleira saiu há uma semana.
No último dia 4, o conselho de administração da joint venture entre Shell e Cosan deu sinal verde para a contratação de R$ 266,6 milhões do BNDES, sendo quase todo o valor, R$ 265,15 milhões, virá do ProRenova para a reforma de canaviais em território paulista.
Dados de agosto de 2013 indicam que a companhia possui 860 mil hectares dedicados ao cultivo da cana-de-açúcar, incluindo a área própria e contratos de fornecimento. A maior parte dos canaviais fica no estado de São Paulo, mas também há cultivo no Mato Grosso do Sul e em Goiás.
"Geralmente, celebramos contratos de fornecimento de médio e longo prazos por períodos que variam de três anos e meio a sete anos. Em 30 de junho de 2013, tínhamos 539.756 hectares por meio de 3.138 contratos de arrendamentos de terras com prazo médio de quatro anos", informou a companhia em seu formulário de referência de 2013, em documento para a Comissão de Valores Mobiliários.
Na safra 2013/14 as áreas de cultivo de cana própria tiveram taxa de 20% de renovação. A área de reforma com os novos recursos aprovados pelo BNDES equivale a 23% da área de cana própria da Raízen e a 8,5% da área total de cana destinada às 24 usinas da companhia.
Apesar da empresa possuir uma unidade no Mato Grosso do Sul e outra em GO, os investimentos aprovados serão todos em canaviais localizados no Estado de São Paulo.
Custo por hectare
O ProRenova estabelece um limite de 70% de financiamento para as empresas que adotarem variedades de domínio público e de até 90% se forem plantadas novas variedades de cana. Assim, se for considerado que a Raízen utilizará os limites do BNDES, os custos de plantio da empresa por hectare devem se situar entre R$ 3.997 e R$ 5.139, dependendo da participação das variedades.Com esses valores a empresa se encaixaria nos novos limites do ProRenova, que mudou de R$ 4.350 mil por hectare em 2012 e para R$ 5.450 mil em 2013.
Dos R$ 266,6 milhões a serem contratados do BNDES, R$ 1,4 milhão será destinado a investimentos sociais voltados para a comunidade nas regiões de influência da unidade Raízen Araraquara.
A Raízen está em período de silêncio e não comentou a contratação dos recursos.
Amanda SchArr – NovaCana