A Raízen assinou nesta terça-feira, 8, uma carta de compromisso de investimentos de R$ 11,5 bilhões em plantas de produção de etanol de segunda geração (E2G), biogás e biometano durante cerimônia de sanção do Combustível do Futuro, programa do governo que visa estimular a produção de novos combustíveis sustentáveis.
A companhia, maior produtora de açúcar e etanol de cana do mundo, já havia anunciado anteriormente sua intenção de construir nove plantas de etanol produzido a partir do bagaço da cana. O produto, uma aposta da Raízen, já tem sido exportado para clientes da Europa.
Duas plantas de E2G da Raízen estão em operação nas unidades paulistas Costa Pinto e Bonfim, onde também haverá produção de biogás e biometano, e outras duas estão em fase final de construção.
“O Brasil tem todas as ferramentas para ser líder e exemplo em transição energética para o mundo”, afirma o CEO da Raízen, Ricardo Mussa. “Com o Combustível do Futuro, ganhamos mais força e incentivo para descarbonizar nossas frotas, impactando positivamente todos os setores econômicos e sociais”, comemora.
O executivo também liderou o grupo formado por executivos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir caminhos, debater e definir recomendações, ações práticas e métricas que serão apresentadas aos líderes do G20, em novembro.
“Veremos ainda o desenvolvimento de novas tecnologias para soluções cada vez mais sustentáveis, respeitando a proteção do meio ambiente e a produção de alimentos, com menos emissões de poluentes e atendendo uma demanda urgente por energia mais limpa”, afirma o CEO.
De acordo com a Raízen, o E2G já se mostrou economicamente viável, com contratos de comercialização de longo prazo. Produzido a partir de uma tecnologia proprietária, utilizando o bagaço da cana-de-açúcar como insumo, o biocombustível tem o potencial de elevar em cerca de 50% a capacidade de produção de etanol, sem a necessidade de aumentar a área de plantio.
Ainda segundo a companhia, a produção de E2G resulta em uma molécula com significativa redução de emissão de CO2, sendo 30% mais sustentável que o etanol comum. O E2G pode ser utilizado em diversas aplicações, além da mobilidade, sendo matéria-prima para as indústrias químicas e de bebidas, por exemplo.
Atualmente, a Raízen é a única empresa do mundo com produção em escala industrial de E2G, com 36 milhões de litros produzidos na safra 2023/24. A sucroenergética relata que a produção das duas plantas em operação e das sete unidades em fase de construção ou projeto já foi comercializada em contratos de longo prazo equivalentes a mais de 4 bilhões de euros.
O objetivo da companhia é atingir uma capacidade instalada de produção de 686 milhões de litros anuais.
Além dos investimentos nas plantas, a Raízen anunciou recentemente uma parceria com Shell e o Senai-SP, com aporte de cerca de R$ 120 milhões, para a construção do Centro de Bioenergia, em Piracicaba (SP). O local deve trazer ganhos tecnológicos para produção de biocombustíveis com menor pegada de carbono por meio de um conjunto de laboratórios e plantas-piloto.
Com informações adicionais da Raízen