2ª Geração

2ª Geração

Raízen fala em ampliar produção de etanol celulósico ou construir uma nova usina


NovaCana - Publicado: 22 Mar 2017 - 10:22

Ainda que o etanol de segunda geração não tenha um volume de produção significativo, a tecnologia de aproveitamento da biomassa continua sendo perseguida como uma opção capaz de mudar o futuro do setor. Mesmo com os obstáculos encontrados nos últimos anos, a Raízen, que possui a unidade de produção Costa Pinto, em Piracicaba (SP), sinaliza que pode renovar suas apostas no E2G.

Segundo o Valor Econômico, o vice-presidente de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, João Alberto Abreu, afirmou que a companhia pode decidir, ainda neste ano, ampliar a capacidade instalada de sua unidade de etanol celulósico ou construir uma nova usina voltada para a segunda geração.

Há, no entanto, uma ressalva significativa. Conforme a empresa, a decisão ainda depende dos resultados da unidade em funcionamento, em uma indicação de que os números já obtidos ainda não permitem uma decisão.

De acordo com o empresário, a meta da Raízen para a produção de etanol celulósico na safra 2017/18, que começa oficialmente em abril, é de 15 milhões a 20 milhões de litros. O montante é superior ao dobro do que foi registrado na safra atual, quando a produção ficou em 7,1 milhões de litros de etanol celulósico. O volume é superior ao que foi estimado em novembro pelo diretor executivo de tecnologias e projetos da empresa, Antonio Alberto Stuchi, que esperava 6,7 milhões de litros.

Entretanto, as novas perspectivas continuam abaixo da capacidade instalada da usina, de 42 milhões de litros. Também em novembro, Stuchi declarou que a companhia pretendia chegar a esse montante em 2018.

A Unidade Costa Pinto foi inaugurada em julho de 2015. A construção da usina e a instalação dos equipamentos necessários demandaram investimentos de quase R$ 250 milhões, dos quais cerca de R$ 200 milhões provenientes de financiamento do BNDES.

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico e da Agência Estado