- O afastamento dos consumidores em relação ao açúcar está se transformando em uma tendência global. Para muitos consumidores preocupados com saúde e bem-estar, o controle de peso e a redução de calorias se tornaram sinônimos de redução no açúcar. Isso tem uma grande implicação para a indústria de açúcar e não pode ser encarado como uma moda passageira.
- A indústria de alimentos está comprometida com a redução de açúcar. As principais companhias querem atender aos anseios e gostos de seus consumidores, indo além do mantra ‘com moderação, é possível comer de tudo’ e fazendo compromissos formais de redução de açúcar e calorias por meio de uma variedade de estratégias, incluindo reformulação e mudanças nos tamanhos das embalagens.
- Essas iniciativas podem acelerar uma redução de longo prazo no consumo de açúcar. Se empresas e governos atingirem uma redução significativa – 5% ou mais – no uso industrial de açúcar durante um período de implementação de dois a três anos, isso afetaria drasticamente a expectativa global de crescimento de consumo.
- Comidas e bebidas industrializadas correspondem a 63% do consumo mundial de açúcar. A maior parte desse uso – equivalente a 47% de todo o consumo global – está em mercados emergentes. Com isso, qualquer mudança significativa no uso industrial de açúcar nesses países irá afetar o consumo global do adoçante.
A queda no consumo global de açúcar pode levar a uma retração de até 5% na demanda pela commodity em um período de dois a três anos, estima o banco holandês Rabobank. Para um setor acostumado a um crescimento médio anual de 2%, essa pode ser uma perspectiva difícil de engolir.
Diante desse quadro apresentado, o Rabobank analisou o que deve acontecer com o setor açucareiro e as estratégias para o setor produtivo. A análise e os argumentos estão apresentados na reportagem abaixo.