“A paridade do etanol perde o seu lugar de indicador tradicional para os preços do açúcar durante a colheita no Centro-Sul do país”. A conclusão é do banco holandês Rabobank, em relatório trimestral sobre o mercado mundial de açúcar, divulgado em março.
Segundo o banco, o Brasil não conseguirá resolver sozinho o desequilíbrio entre oferta e demanda mundial de açúcar a partir da redução da produção do adoçante em detrimento do etanol, mesmo tendo a liderança na produção mundial de açúcar.
Isso significa que, mesmo com a previsão de que a produção nacional cairá de 4 a 5 milhões de toneladas na atual temporada, o impacto será pequeno no cenário mundial. Ainda segundo o banco, a produção global caminha para o segundo superávit seguido, de 4,4 milhões de toneladas, no ano-safra global 2018/2019.
O cenário analisado ainda envolve o equilíbrio entre a oferta e a demanda de etanol. Só no primeiro bimestre de 2018, as vendas do hidratado foram 49,3% acima das registradas no mesmo período do ano passado, chegando ao recorde de 2,62 bilhões de litros.
O novaCana apresenta a seguir os detalhes da avaliação do banco envolvendo a previsão de moagem, mix de produção e os demais fatores relacionados ao etanol.
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