Investimento

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Com R$ 727,8 mi, BNDES e Finep financiam ampliação de usina da São Martinho

Investimento total em unidade de etanol de milho foi calculado em R$ 1,18 bilhão


BNDES - Publicado: 12 Ago 2025 - 08:57

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 625 milhões para a implantação de uma nova planta de etanol de milho pela São Martinho. O projeto permitirá que a companhia amplie a produção na unidade de Boa Vista, complexo industrial localizado em Quirinópolis (GO).

A iniciativa será financiada pelo BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), sendo R$ 500 milhões do Fundo Clima, R$ 125 milhões via linha Finem, do BNDES, e R$ 102,8 milhões da Finep. O apoio dos bancos representa cerca de 53% do investimento total do projeto, que conta ainda com R$ 452,2 milhões em recursos da própria companhia.

Segundo o BNDES, a operação fortalece a cadeia de fornecimento de equipamentos nacionais, já que 34,1% do projeto se destina à aquisição de máquinas produzidas no país. Esse percentual, no entanto, pode sofrer variações ao longo da execução do projeto, conforme ajustes operacionais e contratuais. Outro resultado esperado é o incremento das exportações do etanol brasileiro, contribuindo para o superávit do setor e geração de divisas em dólar ao país.

Esta segunda fase da unidade anexa à usina Boa Vista deve ampliar a capacidade de processamento em 635 mil toneladas de milho por ano e a produção em 270 milhões de litros de etanol, com flexibilidade para maximizar a fabricação de anidro ou hidratado, conforme a estratégia da companhia e as condições do mercado.

Ainda conforme o banco, a estimativa é que serão gerados anualmente cerca de 13 mil toneladas de óleo de milho e 170 mil toneladas de grãos de destilaria com solúveis (DDGS), usado na indústria de ração animal.

“O apoio do banco a projetos como esse está alinhado à Nova Indústria Brasil, do Governo Federal, que busca modernizar e tornar nossa indústria mais competitiva e sustentável até 2033”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Ele destacou ainda que o etanol de milho representa um avanço importante na transição energética do país: “Estamos fortalecendo cadeias produtivas estratégicas, promovendo a descarbonização e contribuindo para um modelo industrial de baixo carbono, com geração de emprego e inovação tecnológica”.

O diretor financeiro e de relações com investidores da São Martinho, Felipe Vicchiato, também comentou o anúncio. “A iniciativa terá como grande diferencial sua eficiência energética, com um dos menores consumos de vapor por tonelada de moagem de toda a indústria. Isso torna o projeto único e permitirá maior eficiência operacional e econômica, uma vez que a planta não dependerá de compra de biomassa externa”, reforçou.

De acordo com Vicchiato, durante sua implantação, o projeto irá gerar cerca de mil postos de trabalho e, após sua conclusão, a contratação prevista de aproximadamente 110 profissionais qualificados para as operações.

“Este investimento reafirma nossa confiança no potencial do agronegócio brasileiro, contribuindo e estimulando seu desenvolvimento, com geração de empregos, compra regional de matéria-prima e venda de produtos competitivos”, afirma e completa: “O projeto também contribui com a matriz energética brasileira, aumentando a disponibilidade de energia limpa e renovável e diminuindo a dependência de derivados de petróleo”.

A usina Boa Vista já conta com uma planta de etanol de milho, também financiada pelo BNDES. Sua operação teve início na safra 2023/24. No complexo industrial, funciona ainda uma planta de etanol de cana-de-açúcar, inaugurada em 2008.