
Com a mudança nas perspectivas de lucro do setor, os fabricantes talvez precisem reduzir a produção gradativamente, após comemorarem níveis recordes
A queda na cotação do petróleo está sendo prejudicial a uma das principais indústrias do Cinturão Agrícola norte-americano. Fabricantes de etanol estão se preparando para uma queda nas receitas, já que, com o petróleo mais barato, as refinarias estão pagando menos pelo etanol de milho que misturam na gasolina. Além disso, o preço da matéria-prima, o milho, deu um salto nos últimos tempos.
A baixa do petróleo propiciou um cenário inusitado em que a gasolina está custando menos que o etanol, fazendo com que a mistura obrigatória — exigida por lei federal desde o começo dos anos 2000 — saia mais cara para as companhias de combustível. A maior parte da gasolina nos EUA contém até 10% de etanol, devido à regulação federal, mas para cumprir os requisitos as refinarias também podem usar créditos advindos de misturas excedentes à cota realizadas anteriormente.
Os maus ventos vêm após um dos anos mais lucrativos já vividos pelo setor: 2014 viu uma grande demanda para exportação e o menor preço do milho nos últimos quatro anos.
As margens decrescentes podem levar algumas usinas a reduzir o nível de produção em 2015, segundo analistas e executivos de um setor que movimenta US$ 40 bilhões nos Estados Unidos. Ainda assim, não são poucos os observadores que acreditam que a demanda de etanol possa se manter estável ou até crescer.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR