Em um momento em que os preços do petróleo no mercado internacional atingem um dos menores patamares desde 1991, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) ressalta que o etanol surge como um ativo importante do setor.
Segundo o presidente da entidade, Evandro Gussi, o mundo está mais preocupado com a redução das emissões de CO2 e o setor poderia se beneficiar – principalmente através dos créditos de descarbonização (CBios).
“Quanto mais baixo o [preço do] petróleo, mais vale o crédito de carbono porque você tem que reduzir as emissões de poluentes. Você vai ter uma maior demanda por CBio e ele passa a ser mais importante na formação de preços de toda a cadeia”, argumenta Gussi.
Ele ressalta que os países que tiverem mais petróleo para consumir precisarão desse crédito de carbono. “Esse é o grande novo ativo do setor sucroenergético a partir de 2020”, diz.
Para Gussi, o setor já aprendeu a lidar com eventuais quedas do petróleo. “Nossa resposta é incremento de produtividade, eficiência e diversificação de produtos”, afirmou.