Etanol: Meio ambiente

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Queda no consumo de biocombustíveis elevou emissões no último trimestre de 2022


EPBR - Publicado: 19 Jan 2023 - 08:33

As emissões de gases de efeito estufa (GEE) na matriz de combustíveis brasileira tiveram um crescimento de 6,52% no terceiro trimestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, mostra ferramenta do Observatório de Bioeconomia da FGV.

Nos últimos três meses do ano passado, as emissões de CO2 equivalente alcançaram 27,3 milhões de toneladas devido ao aumento do consumo de combustíveis do ciclo Otto, especialmente a gasolina.

Lançado na semana passada, o relatório da FGV revela que no terceiro trimestre do ano passado foram consumidos 416 bilhões de MJ pelos veículos leves, representando aumento de 5,74% na comparação com o consumo energético registrado no mesmo período de 2021.

Isto significa que, apesar do ganho de eficiência energético-ambiental na produção de biocombustíveis, o aumento do consumo e a retração na participação dos renováveis na matriz nacional promoveram crescimento das emissões de GEE.

Entre os estados, a variação da intensidade média de carbono dos combustíveis leves é bastante elevada.

Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo – regiões produtoras – têm maior participação da bioenergia e menor quantidade de emissões por megajoule de veículos leves.

Bioenergia está mais eficiente

As emissões de GEE evitadas pela presença de bioenergia melhoraram em 3,46% no período, evitando que cerca de 9 milhões de toneladas de CO2 equivalente fossem lançadas na atmosfera – ou o equivalente ao plantio de 22,1 mil hectares de árvores nativas.

No etanol anidro (misturado à gasolina), a intensidade média de carbono (IC) atingiu 26,48 gCO2eq/MJ, queda de 1,19% na comparação com o último trimestre de 2021.

Enquanto isso, o hidratado (concorrente da gasolina), alcançou 28,54 gCO2eq/MJ, com redução de 0,94% na comparação com a IC do ano anterior.

Os autores do estudo explicam que essa redução na IC dos biocombustíveis está relacionada ao ganho de eficiência nas empresas que recertificaram a sua produção.

Até o final do trimestre, cerca de 65 unidades produtoras de etanol – de um total de 284 – haviam realizado nova certificação da produção. Dessas, 46 empresas apresentaram ganho de eficiência e redução na intensidade de carbono.