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Proposta em desenvolvimento busca maior oferta de CBios de biodiesel e etanol de milho

Proposta quer destravar a emissão de títulos de usinas que fabricam biocombustíveis a partir de grãos – especialmente biodiesel de soja e etanol de milho

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Uma iniciativa que está sendo encabeçada pelo ex-diretor da ANP, Aurélio Amaral, e o sócio-fundador da Green Domus, Felipe Bottini, tem potencial para aumentar substancialmente a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios). Eles estão tentando costurar uma proposta para destravar a emissão de títulos de usinas que fabricam biocombustíveis a partir de grãos – especialmente biodiesel de soja e etanol de milho.

Hoje, estes fabricantes enfrentam sérios obstáculos na hora de certificar sua produção dentro do RenovaBio. Ao contrário da cana-de-açúcar cuja produção tende a se concentrar em torno das usinas, a cadeia de grãos é muito pulverizada e envolve dezenas de milhares de produtores individuais.

Esta complexidade, somada ao fato de que muitos processadores se sentem reticentes sobre abrir informações a respeito de seus fornecedores, dificulta que as usinas comprovem que seu biocombustível atende às regras de elegibilidade do RenovaBio.

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Uma iniciativa que está sendo encabeçada pelo ex-diretor da ANP, Aurélio Amaral, e o sócio-fundador da Green Domus, Felipe Bottini, tem potencial para aumentar substancialmente a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios). Eles estão tentando costurar uma proposta para destravar a emissão de títulos de usinas que fabricam biocombustíveis a partir de grãos – especialmente biodiesel de soja e etanol de milho.

Hoje, estes fabricantes enfrentam sérios obstáculos na hora de certificar sua produção dentro do RenovaBio. Ao contrário da cana-de-açúcar cuja produção tende a se concentrar em torno das usinas, a cadeia de grãos é muito pulverizada e envolve dezenas de milhares de produtores individuais.

Esta complexidade, somada ao fato de que muitos processadores se sentem reticentes sobre abrir informações a respeito de seus fornecedores, dificulta que as usinas comprovem que seu biocombustível atende às regras de elegibilidade do RenovaBio.

O resultado é que essas usinas acabam certificando frações relativamente pequenas de suas capacidades produtivas. Uma compilação dos números de todas as 23 usinas de biodiesel que já foram certificadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela que um pouco mais de um terço – 36,3% – da produção pode gerar CBios. Segundo Felipe Bottini, as usinas de etanol de cana conseguem chegar perto de 89%.

Pelas contas de Bottini, se o desempenho do setor de biodiesel se aproximar do de etanol, seria possível a emissão adicional de 6 milhões de CBios. Ou seja, são R$ 193,2 milhões que deixam de ser movimentados pelo setor, considerando o preço médio dos títulos na semana passada, de R$ 32,21. “O que está ficando fora da mesa chega a ser maior do que o que está entrando”, pontua.

Amarração

Embora faça suspense sobre o funcionamento do novo mecanismo que está propondo, Aurélio Amaral informa que “tecnicamente a proposta está bem madura”. Ainda faltaria, segundo ele, uma amarração com os representantes do setor produtivo para colocar a ideia na rua. “Imagino que dentro dos próximos 15 dias a gente tenha uma nota técnica”, antecipa, acrescentando que as negociações estão em curso.

“Do ponto de vista técnico, é uma proposta de ajuste para que o regramento atual do RenovaBio possa absorver características do setor para que as usinas possam emitir CBios que são legítimos”, finaliza Bottini.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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