O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou o enquadramento de dois projetos de companhias sucroenergéticas no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
Conforme os documentos, tanto a unidade da BP Bioenergy em Pedro Afonso (TO) quanto a usina Sonora, localizada no município sul-mato-grossense de mesmo nome, pretendem instalar sistemas de irrigação em seus canaviais. Além disso, as duas companhias ainda precisam realizar trâmites junto à Receita Federal para concluírem a habilitação no Reidi.
A iniciativa da usina Sonora tem um alcance de 313 hectares, que devem passar a ser irrigados por gotejamento subterrâneo. A estimativa de investimento foi calculada em R$ 18,59 milhões e o benefício seria equivalente a 7,6% deste valor, ou R$ 1,41 milhão.
Já no caso da BP Bioenergy, o projeto envolve a instalação de três modelos de irrigação diferentes, totalizando um alcance de 23,8 milhões de hectares de canavial. Para 3,8 mil hectares, foi escolhida a modalidade por pivô central; já 15 mil hectares devem receber aplicação localizada com jato direcionado na linha; e 5 mil hectares terão sistema autopropelido.
Segundo o ministério, o valor total foi projetado em R$ 135,15 milhões e a estimativa de desoneração é de R$ 11,23 milhões, ou 8,3% do investimento previsto. Além disso, a BP Bioenergy revela que o início da implantação deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2025, com conclusão esperada para o início de 2027.
No texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana), leia uma entrevista com o diretor agrícola da BP Bioenergy, Rogério Bremm, sobre os investimentos na companhia na unidade tocantinense e as perspectivas do grupo sobre irrigação e fertirrigação.
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