De acordo com a GasBrasiliano, o projeto da usina Cocal, de Narandiba (SP), que produzirá biometano a partir da cana de açúcar continua em plano de expansão para o período 2020-2024. A viabilização ainda depende da obtenção de autorização do órgão regulador, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do estado de São Paulo (Arsesp).
“As atividades relacionadas à estruturação do projeto para sua futura execução continuam sendo realizadas normalmente”, afirma.
A Arsesp, em nota, esclarece que o projeto da usina Cocal está sendo avaliado no âmbito da 4ª Revisão Tarifária Ordinária da GasBrasiliano, a qual seguirá o cronograma publicado na Deliberação Arsesp nº 959, tendo sua finalização ainda em 2020.
A expectativa da companhia é que a planta produza, durante sua “fase 1”, um volume de 33,5 milhões de Nm³ (normal metro cúbico) de biogás ao ano. No período de safra, a produção deve ficar em torno de 114 mil Nm³ por dia. Além disso, com essa produção, a exportação de energia será de até 33,3 mil MWh ao ano.
Segundo a companhia, a queima do biogás, após tratamento, é feita diretamente nos motogeradores. A outra parte será purificada e transformada em biometano, com produção de 8,9 milhões de Nm³ ao ano, ou aproximadamente 24 mil Nm³ por dia.
Conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o biometano é um biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás por meio da cana-de-açúcar.
Por sua vez, o biogás é originário da digestão anaeróbica de material orgânico – decomposição por ação das bactérias, composto principalmente de metano e dióxido de carbono –, sendo produzido a partir de produtos e resíduos orgânicos agrossilvopastoris, resíduos agrícolas, estercos de animais, esgoto doméstico e resíduos sólidos urbanos tais como o da cana-de-açúcar.
Valdemar Medeiros