O Brasil poderá ter uma política nacional de produção de biocombustíveis por microusinas, unidades com capacidade de produção de até 5 mil litros de álcool operadas por agricultores familiares.
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 252/11, que institui política para incentivar a produção de biocombustíveis por microusinas, especialmente as operadas por agricultores familiares, foi aprovado nesta quinta-feira (29) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e segue para a Câmara dos Deputados.
Conforme o projeto, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), poderão ser criadas linhas de crédito com juros e prazos favorecidos para atividades agrícolas, industriais e de distribuição de biocombustíveis produzidos nas microusinas.
Agricultores familiares terão prioridade no acesso aos benefícios. Além disso, serão favorecidas microusinas em localidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e aquelas que utilizam como matéria-prima plantas nativas, cultivadas em associação com outras culturas agrícolas e florestais.
Também poderão ser direcionados recursos a fundo perdido para pesquisas sobre biocombustíveis e para assistência técnica aos produtores.
O texto prevê ainda isenção de PIS/Pasep, Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre equipamentos e materiais necessários à instalação e ao funcionamento das microusinas.
Os biocombustíveis produzidos nessas unidades poderão ser comercializados diretamente com cooperativas rurais e distribuidoras de combustíveis, devendo atender especificações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), sob pena de responsabilização administrativa, civil e penal.
“Estaremos dinamizando a economia local e evitando ineficiências que decorrem da obrigação de que toda a distribuição se dê por intermédio de distribuidores autorizados”, ressaltou Acir Gurgacz.
A senadora Ana Amélia (PP-RS), relatora da matéria na CRA, acatou substitutivo aprovado nas Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE).
“É um projeto de eficiência energética e que estimula a agricultura familiar, tendo grande valor social”, observou a relatora.
Iara Guimarães Altafin