Proposta dos senadores já gerou repercussão e discussões a favor e contra. Confira abaixo o que pensam algumas das entidades do setorDe acordo com os senadores que fizeram a proposta, é possível que...
Os senadores americanos Bob Corker e Joe Manchin apresentaram, no final da semana passada, um projeto de lei chamado "Foreign Fuels Reduction Act", que pretende zerar o uso de combustíveis importados – especificamente o etanol de cana brasileiro – no cumprimento das metas estabelecidas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis (Renewable Fuel Standad - RFS).
A proposta é que a redução no volume de combustível celulósico que deve ser consumido, proposta pela EPA para 2013, acarrete numa redução proporcional nas metas de consumo de combustíveis avançados e, consequentemente, no total de combustíveis renováveis. Assim, seria possível garantir que o RFS seja cumprido apenas com o uso de biocombustíveis com origem nos EUA.
"Estabelecendo o consumo de grandes volumes de biocombustíveis, o RFS involuntariamente incentiva a importação de etanol. Nosso projeto de lei ajuda a corrigir isso, alinhando as metas com a produção doméstica", declarou o senador Corker. Para Manchin, a questão é criar uma política que ajude o país a atingir a independência energética.
O projeto já está gerando debate no setor de combustíveis americano. O presidente da associação americana de fabricantes de combustíveis e petroquímicos (AFPM, na sigla em inglês), Charles T. Drevna, apesar de ser a favor da extinção do RFS, expressou apoio à iniciativa dos senadores, afirmando que ela toca um ponto importante, já que o Congresso nunca imaginou que o país não conseguiria produzir a quantidade requerida de combustíveis celulósicos e avançados.
Em oposição à proposta manifestaram-se representantes da Associação dos Biocombustíveis Avançados (ABFA, na sigla em inglês), Associação dos Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) e da Fuels America, grupo de organizações comprometidas com a proteção e a manutenção do RFS.
Michael McAdams, da ABFA, disse que o projeto é confuso e desnecessário, além de ter como objetivo desacreditar o RFS. "Gostaria que o senador tivesse mais interesse em perguntar como construir projetos usando os recursos do Tennesee para termos mais diversidade na oferta de biocombustíveis avançados e celulósicos e criarmos empregos", provocou.
Bob Dinneen alertou que a proposta tiraria a flexibilidade da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês), o que a impediria de fazer mudanças diante de problemas. Já a Fuels America afirmou que é contra qualquer alteração no RFS, porque mudanças podem "por em risco os investimentos feitos pelo setor privado baseados no Padrão e manda um sinal de incerteza para os investidores, as companhias e os cientistas".
Vivian Faria – NovaCana
Os senadores americanos Bob Corker e Joe Manchin apresentaram, no final da semana passada, um projeto de lei chamado "Foreign Fuels Reduction Act", que pretende zerar o uso de combustíveis importados – especificamente o etanol de cana brasileiro – no cumprimento das metas estabelecidas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis (Renewable Fuel Standad - RFS).
A proposta é que a redução no volume de combustível celulósico que deve ser consumido, proposta pela EPA para 2013, acarrete numa redução proporcional nas metas de consumo de combustíveis avançados e, consequentemente, no total de combustíveis renováveis. Assim, seria possível garantir que o RFS seja cumprido apenas com o uso de biocombustíveis com origem nos EUA.
"Estabelecendo o consumo de grandes volumes de biocombustíveis, o RFS involuntariamente incentiva a importação de etanol. Nosso projeto de lei ajuda a corrigir isso, alinhando as metas com a produção doméstica", declarou o senador Corker. Para Manchin, a questão é criar uma política que ajude o país a atingir a independência energética.
O projeto já está gerando debate no setor de combustíveis americano. O presidente da associação americana de fabricantes de combustíveis e petroquímicos (AFPM, na sigla em inglês), Charles T. Drevna, apesar de ser a favor da extinção do RFS, expressou apoio à iniciativa dos senadores, afirmando que ela toca um ponto importante, já que o Congresso nunca imaginou que o país não conseguiria produzir a quantidade requerida de combustíveis celulósicos e avançados.
Em oposição à proposta manifestaram-se representantes da Associação dos Biocombustíveis Avançados (ABFA, na sigla em inglês), Associação dos Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) e da Fuels America, grupo de organizações comprometidas com a proteção e a manutenção do RFS.
Michael McAdams, da ABFA, disse que o projeto é confuso e desnecessário, além de ter como objetivo desacreditar o RFS. "Gostaria que o senador tivesse mais interesse em perguntar como construir projetos usando os recursos do Tennesee para termos mais diversidade na oferta de biocombustíveis avançados e celulósicos e criarmos empregos", provocou.
Bob Dinneen alertou que a proposta tiraria a flexibilidade da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês), o que a impediria de fazer mudanças diante de problemas. Já a Fuels America afirmou que é contra qualquer alteração no RFS, porque mudanças podem "por em risco os investimentos feitos pelo setor privado baseados no Padrão e manda um sinal de incerteza para os investidores, as companhias e os cientistas".
Vivian Faria – NovaCana