Cana: Plantio

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Programa para renovação dos canaviais agora tem relevância marginal, afirma diretor do BNDES


NovaCana - Publicado: 13 Jul 2015 - 09:37 | Atualizado: 15 Jul 2015 - 09:31

Implantado em 2012 como parte da estratégia para aumentar a produção dos derivados da cana-de-açucar, o Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova) passou por um corte relevante de recursos neste ano e agora passa a ser considerado de segunda grandeza por diretores da instituição.

“Para um programa que tinha caráter emergencial, o ProRenova já cumpriu um papel muito importante. Hoje, sua importância é marginal”, afirmou Julio Raimundo, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento e Ecônomico e Social (BNDES).

Apesar das declarações do BNDES, o esforço do setor produtivo para evitar queda de produtividade é constante. Como a idade média do canavial está intimamente ligada ao rendimento, as usinas e canavieiros precisam continuar investindo na reforma das plantações. Para o canavial ser totalmente renovado em cinco anos, seria necessária uma renovação anual de 20%. No entanto, é considerado ideal um canavial com idade média de 3,2 anos, o que representa uma renovação anual de 18%.

Nas últimas duas safras este índice não foi alcançado. Em 2012/13 a renovação dos canaviais ultrapassou os 20%, mas em 2013/14 o índice caiu para 17% e na safra passada, 2014/15, ficou em torno de 14% (veja gráfico abaixo com o índice de renovação dos canaviais nas últimas 26 safras e o impacto no rendimento ano a ano).

Como resultado, o canavial agora já começa a ficar mais velho. Em 2015 a estimativa do CTC é de um aumento de 1,1% na idade dos canaviais, reduzindo a produtividade em 1,7%.

O ProRenova foi determinante para eliminar o quadro crítico dos canaviais e continua sendo uma ferramenta essencial. Assim, a decisão de reduzir os recursos do programa parece carregar uma relação muito maior com os problemas fiscais do governo federal.

Veja a seguir:

- Todas as opiniões do BNDES sobre o ProRenova.

- Ajuste fiscal e o setor sucroenergético na visão do MME.

- “Eles estão avaliando as empresas, mas ninguém [agentes financeiros] me diz por que algumas não conseguem acesso. Pergunto isso a todo mundo que vai conversar comigo.”

- “Estamos migrando para uma seleção natural.”


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